Criei esse blog para servir de "diario" do meu doutorado. Colocarei aqui livros que estou lendo, sites, artigos, etc. O espaço esta aberto para discussoes, entao sinta-se livre para dar sua opiniao, sugestao de leitura, entre outras coisas.
sábado, 30 de outubro de 2010
Frankenstein PosterAinda no mesmo dia que assisti The Jazz Singer, vi Frankenstein (1931), de James Whale.

O filme foi feito ainda na transiçao (da generalizaçao) dos filmes "mudos" para "falantes". Alguns problemas tecnicos ou "circustancias especiais" causados pela generalizaçao dos filmes falados sao vistos em Frankenstein. Como objetos em primeiro plano que escondem os microfones. Cenas de um pouco mais de açao ainda limitadas, por conta dos posicionamentos dos microfones para captura das falas. entre outros.

No site (dedicado a filmes classicos de terror), a musica original é creditada à Bernhard Kaun.

Frankenstein é um grande filme.

Na primeira cena o "narrador" (que seria mais o bonimenteur, aquele que contava, ou narrava os filmes dentro da sala de cinema, até mais ou menos a primeira guerra mundial... nao que o interesse fosse se apropiar da funçao desse, mas provavelmente seria de fazer um prologo, e mostrar que a historia poderia ser algo real) alerta o publico sobre o conteudo do filme. Isso visto em cinema deveria ser realmente assustador.

Encontrei o filme dividido em 7 partes no youtube. Colei o link da parte 3 por que o youtube nao esta me deixando abrir a primeira parte. Mas é so clicar na direita e ir vendo em ordem.

Encontrei no youtube também um documentario de como foi feito o filme (ele esta dividido em 5 partes).

Ainda nas minhas procuras na internet, encontrei um curta metragem, de 1910 de Frankenstein, feito pelos Estudios Edison.



Nao da para saber se os cartoes sao adptaçoes do original. A musica do video (midi, que alguem deve ter composto e colocado) nao foi creditada. Nada no video foi creditado. Mas segundo o archive.org (onde o video esta disponibilizado para download de graça) a direçao é de J. Searle Dawley.

Abraços

CH
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Ontem aproveitei a tarde fria para ver dois filmes. Um deles foi The Jazz Singer (1927), de Alan Crosland.

Jazz Singer foi o primeiro filme com dialogos sincronizados na historia do cinema.

Duas sequencias tiveram os dialogos sincronisados :

A primeira Jack Robin (interpretado pelo ja celebre cantor Al Jolson)  canta em um bar, e logo apos cantar a primeira musica ele diz "vocês nao ouviram nada ainda". Frase bem interessante, pensando que a propaganda do filme era em cima dele ser o primeiro com dialogos sincronizados, e as pessoas iam ao cinema ver The Jazz Singer para ouvir os dialogos. Al Jolson dirige essa fala às pessoas dentro do bar, em um plano onde a camera esta no mesmo espaço de seu publico. A partir desse ponto de vista da camera, o ator fala na realidade diretamente com o espectador. Apos uma breve passagem "falada", ele "anuncia" que isso nao é nada, que mais vira pela frente.

A segunda sequencia é a do dialogo entre Jack Robin e sua mae (quase um monologo, pois so o cantor Al Jolson fala e canta). Essa sequencia é engraçada, pois Al Jolson canta e fala enquanto toca piano. O piano foi "dublado ao vivo". Enquanto ele fingia que tocava, um pianista fora do campo da camera é que realmente toca o piano. Nessa sequencia, o pai de Jack Robin entra na sala e diz "Stop !!!", e os dialogos sincronizados, como por azar, param e o filme continua com a tradiçao dos filmes "mudos", com dialogos escritos em cartoes. 

O filme foi produzido pela Warner Bros, que ja tinha lançado alguns filmes sonoros sincronizados (sem dialogos, como Don Juan por exemplo, do mesmo diretor e mesmo engenheiro de som).

Nao encontrei o filme no youtube ou no google videos, ele deve ter os direitos protegidos ainda.

Abraços

CH
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
ajcAnnabel J. Cohen é uma importante pesquisadora em musica de filme. Ela trabalha com cogniçao musical no departamento de psicologia da Universidade Prince Edward Island.

Ela realiza desde os anos 80 pesquisas (empiricas) importantes no estudo do tratamento cognitivo da musica e imagem.

Um dos seu trabalhos mais citados é o quadro de como funcionaria a participaçao da musica, efeitos sonoros, texto, imagem, e voz na contruçao de significado e direçao de atençao no cinema (de 2005).

Ela disponibiliza quase todos seus artigos on line (em PDF).

Recomendo a leitura de todos seus artigos pois é importante reunir conhecimentos de diversas areas.

Seu artigo (junto com Marshall) de 1988 é igualmente um dos mais citados por outros autores, mas um dos mais contestados (principalmente o modelo proposto).

Mesmo nao sendo o objetivo de Cohen, seus artigos ajudam à realizaçao de analises (mais teoricas) de sequencias de filme.

Abraços

CH  
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Hoje assiti a The Robe (1953), do diretor Henry Koster.

Como a gente vê ai no cartaz, The Robe foi o primeiro filme feito  com o Cinemascopio (metodo de compressao da imagem na hora de gravar, e que é descomprimida na projeçao).

Com a importancia do cinema aumentado cada vez mais, surgem varios filmes épicos. E filme épico "pede" musica também épica, com grandes orquestras, coros, etc. The Robe nao foge "à regra". A musica foi composta por Alfred Newman  (compositor do tema classico da 20th Century-Fox) e orquestrada por Edward B. Powell .A musica é quase uma atraçao à parte. Ela é intensa e quase onipresente, mesmo entre dialogos. E, quando ela nao esta presente o filme é realmente silencioso, muitos sons foram deixados de lado. Mas, grande parte da ambiencia de estudio e chiados de microfone (ou da abertura da banda sonora para a entrada de dialogos) sao bem aparentes (me fez pensar que em algumas sequencias a musica realmente serviu de remendo).

Encontrei o filme no youtube. Esta dividido em 17 partes.

Abraços

CH

Terminei essa semana o livro Emotion and Meaning In Music, de Leonard B. Meyer. O livro é de 1956.

A importancia desse livro (citado por quase todos os teoricos que escrevem sobre emoçao e significado em musica) é que nele, Meyer analisa o tema de uma "nova" (nova na época) maneira. Ele se focaliza nas expectativas evocadas pela musica (sobretudo à criaçao e "decepçao" dessas expectivas). é importante também por considerar em sua teoria somente elementos musicais, internos à musica. Topics e outros elementos conotativos e metaforicos nao sao seu foco principal (ele explica o porque logo no começo do livro... mas Meyer usa o ultimo capitulo para discutir um pouco a questao de associaçoes). Seu livro influenciou outros importantes estudos (alguns mesmo bem recentes, como Huron 2007).

Claro que é a ler com um olhar critico. O livro é de 1956 e experiencias no campo da psicologia (cognitiva) musical ainda nao eram tao evidentes e desenvolvidas. Mas, apesar de criticas à sua teoria, duas coisas sao importantes e ainda restam validas : respostas emocionais "extraidas" de expectativas que os auditores desenvolvem em um determinado contexto (como dentro de genero musical por exemplo) ; e que nos aprendemos a ter esses comportamentos em resposta à determinados elementos musicais.

Ele nao entra em detalhes em como aprendemos a "esperar" algo da musica, mas ja é sabido, que nos aprendemos implicitamente, simplesmente à base de uma exposiçao repetida... mas isso é um assunto para um outro post.

Encontrei esse artigo sobre o livro. Na verdade é mais um resumo. Nao li, mas passando olho vi que ele resume bem alguns topicos.

abraços

CH
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Sideways PosterEsse final de semana revi o filme Sideways (2004) de Alexander Payne. Lembro de ter gostado do filme quando ele saiu, e quis reve-lo. O filme tem seus momentos engraçados, dramaticos e angustiantes. Engraçado como o diretor joga com os planos em sequancias onde a gente se aproxima dos personagens, as passagens com camera no ombro, grandes zooms... nao vou analisar o filme, escrevo so para vocês terem vontade de assiti-lo (ou reve-lo).

A trilha sonora é bem interessante também. As musicas originais sao creditadas à Rolfe Kent e foram compostas em um estilo bem jazzistico. Quando comecei a escutar a musica, uma inacreditavel semelhança à musica de Ratatouille (2007, musica de Michael Giacchino) me veio a cabeça. Nao a musica, mas sobretudo a orquestraçao (Micheal Giacchino nao é creditado como orquestrador de Ratatouille, mas sim Tim Simonec... os dois sao parceiros ja tem tempo... e a musica ser orquestrada por outro musico é bem comum em Hollywood). A maneira de tratar as variaçoes em textura, instrumentaçao sao bem semelhantes. A musica de Ratatouille é bem mais interessante e menos generica que a de Sideways. Mas se parecem um pouco (algumas funçoes narrativas como leitmotivs, topics, etc, nao sao tao exploradas em Sidways).

Outro elemento interessante na trilha sonora vem das musicas e cançoes de outros compositores que fazem parte do filme. Elas sao creditadas no fim, e a gente logo ve pelos nomes das musicas que as tematicas escolhidas se encaixam muito bem no filme. Destaque para um dos temas principais : Symbiosis, 2 movimento  A, composto por Claus Orgemann e executado por Bill Evans.

Um otimo filme.

Trailer :



Abraços

CH
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Acabei de ver He Who Gets Slapped (1924) do diretor Victor Sjöström. O filme é um drama com um humor bem peculiar. Nao é bem um humor negro, ele é mais tragico, o filme literalmente ri da tragedia dos outros. Mas ele nao quer ser engraçado. é realmente muito estranho, estou tentando digerir ainda... 


Esse filme é importante em varios aspectos. Ele foi a primeira produçao da MGM. MGM é aquela compania do leao que ruge nos créditos do começo dos filmes... alias, esse é o primeiro filme em que ele aparece. 


O filme é cheio de simbolismos, quase poetico. Bem estilo europeu de fazer filme (o diretor, nao por acaso, é suiço). 


A versao que vi agora em casa tem uma musica bem estranha. Estranha no sentido de nao corresponder ao estilo da época, com sons de aplausos e risadas sobrepostos à propia musica. A trilha se interrompe em varios pontos do filme. Fiquei confuso, imagino que seja uma remontagem feita pela TCM. Curioso, procurei na internet para ver se encontrava o filme todo, ou pelo menos algumas sequencias, para poder comparar. Acontece que encontrei o filme completo, e de graça, disponivel on line. E a musica nao é nada parecida com a versao que tenho em casa. Fiquei intrigado com os sons sobrepostos que encontrei na minha versao, e acontece que nessa da internet, os efeitos sonoros (como risadas e tapas) sao feitos pela propia orquestra. Entao, acredito que essa versao on line seja mais proxima da versao de 1924. O compositor nao aparece nos creditos do filme, nem mesmo o IMDb credita o compositor do filme. 


Essa trilha sonora, da versao on line, joga mais com os sons de tela (musica diégética), como a musica da orquestra do circo. Ela passa de musica de fossa a musica de tela durante algumas partes, o que gera um efeito bem interessante, ainda mais vindo de uma unica fonte sonora (a orquestra). A trilha sonora ainda faz varias referencias a temas conhecidos (classicos ou populares). 


Nao vi essa versao on line, mas passei por algumas sequencias, ela me parece bem diferente dessa que eu tenho... até mesmo melhor. Assim que tiver tempo irei ver essa versao que encontrei na internet.


A musica e os "sons", assim como quase todos os elementos do filme, ajudam a criar esse senso de humor estranho. Cenas tristes com musicas alegres, sons que saltam da trilha sonora, que alias, nao segue a forma classica de trabalhar a musica no cinema america. Poucos leitmotivs também (nao me lembro de nenhum, talvez so o som interno da entrada do palhaço no picadeiro, mas que é mais uma vinheta, usada pela orquestra do circo).  


Recomendo fortemente  He Who Gets Slapped


Filme inteiro : 




Abraços




CH
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Para quem estuda cinema um nome obrigatorio a ter estante é o de Michel Chion. Compositor, diretor, pesquisador e escritor, Chion é responsavel por grande parte de livros de referencia sobre som no cinema. Desde os anos 80 Chion publica livros importantes como La voix au cinéma (A voz no cinéma); Le son au cinéma (O som no cinema); L'audio-vision (dificil traduzir, na verdade é uma expressao inventada por ele... em ingles eles completaram com "som na tela"); La musique au cinéma (a musica no cinema); Un art sonore, le cinéma (cinema, uma arte sonora... livro que ganhou muitos premios nos EUA); entre tantos outros tratados sobre musica eletroacustica, diretores, teoria, etc.

Nunca encontrei traduçoes em portugues de seus livros, mas alguns foram traduzidos em ingles e espanhol. Seus livros possuem muitas analises e sao bem "didaticos". L'audio-vision talvez seja seu livro mais citado por outros autores, e Un art sonore, le cinéma, começa a aparecer entre bibliografias de teoricos importantes (o livro estava esgotado desde 2008, e voltou a ser publicado so agora em 2010...).

Seu site é rico em informaçoes e Chion disponibiliza on line até mesmo um "curso de cinema", com varios artigos e materiais usados por ele em sala de aula. Vale a pena conferir. Tudo esta em frances, mas para quem estuda qualquer coisa relacionada a cinema, ler em ingles e em frances é obrigatorio.

Abraços

CH
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
A Cinemateca Brasileira por ela mesma :

"A Cinemateca Brasileira é a instituição responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira. Desenvolve atividades em torno da difusão e da restauração de seu acervo, um dos maiores da América Latina. São cerca de 200 mil rolos de filmes, entre longas, curtas e cinejornais. Possui também um amplo acervo de documentos formado por livros, revistas, roteiros originais, fotografias e cartazes".

No site a gente encontra muita informaçao sobre nosso cinema e a cinemateca ainda divulga varios eventos, congressos, festivais, etc.

Ela ainda disponibiliza parte de seu acervo on line, no Banco de Conteudos Culturais.

Cadastrem-se e apreciem sem moderaçao.

Abraços

CH
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Em minhas andanças pela internet encontrei esse site : IMSLP / Bibliothèque Musicale Petrucci

Da para encontrar varias partituras para baixar, tudo gratuito. Encontrei grade para orquestra e as partes separadas, musica de camara, piano, compositores brasileiros, etc.

Nao encontrei musica de filme...

Vale a pena dar uma olhada.

Abraços

CH
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
é interessante ler artigos sobre musica de filme vindos de outros campos de conhecimento. Nesse caso, da psicologia cognitiva. O artigo parte da suposiçao que a musica exerce grande influencia na classificaçao das emoçoes percebidas em trechos de filme. Para testar isso, os autores escolhem algumas sequencias de filmes "reais" (Hollywoodianos ou nao) e associam varias musicas diferentes em cada uma delas. As emoçoes percebidas nas musicas "sozinhas" sao classificadas, assim como as da sequencia do filme sem som (as imagens sao propositalmente ambiguas, onde a musica exerce mais influencia na percepçao de emoçoes ou de outras informaçoes). Em seguida os sujeitos do experimento classificam as emoçoes da sequencia com musica. Os resultados conseguidos suportam a primeira suposiçao (que a musica exerce influencia na classificaçao de emoçoes em trechos de filmes). Os autores ainda mostram propostas que demonstram avaliar quantativamente e graficamente o grau de impacto emocional.

Vale lembrar que sao trechos de filmes, fora de contexto. Outras possiveis informaçoes extraidas das musicas nao foram medidas (somente atividade, stress e dominancia...). Varios outros aspectos nao foram descritos pelos autores como por exemplo sincronia imagem/musica ; mixagem ; instrumentaçao usada pelo compositor ; etc. Problemas correntes em artigos que estudam musica de filme, e que sao realmente importantes para uma melhor analise.

O artigo é interessante como suporte teorico sobre a influencia da musica na interpretaçao e percepçao de emoçoes em cenas ambiguas no contexto filmico.

Eu encontrei o artigo na internet, e a versao é da pré publicaçao (mas o conteudo nao muda do texto publicado). A referencia dada no propio artigo é (para baixar o arquivo é so clicar no nome) :


Parke, R., Chew, E., and Kyriakakis, C. 2007. Quantitative and Visual Analysis of the Impact of Music on Perceived Emotion of Film. ACM Comput. Entertaint., X, X, Article X (XXX), 21 pages. DOI = XXXXXXXXXXXX http://doi.acm.org/XXXXXXXXXXXX 



Abraços

CH
domingo, 17 de outubro de 2010
Esse site tem varios filmes, e principalmente desenhos animados para baixar. Todos sao livres de direitos autorais. A gente encotra mesmo desenhos da Disney dos anos 40 (cujo os direitos autorais eram do governo americano) ; animaçoes dos anos vinte e até mesmo de antes (como Felix o Gato por exemplo)... dos anos 30 e quarenta tem a Betty Boop... varias animaçoes de guerra que serviram de propaganda ou de informaçao/diversao das tropas americanas. 

Enfim, uma infinidade de audios, programas, imagens... tudo "baixavel" e o mais importante, livre de direitos autorais. 

Aproveitem, sem moderaçao.

Abraços

CH  
sábado, 16 de outubro de 2010
Film Music: Critical ApproachesEssa semana terminei de ler o livro Film Music : Critical Approaches (2001). O livro reune varios artigos sobre musica de filme (hitoria, analises, teoria, etc.). Ele é bem interessante para quem estuda o assunto ou para quem se interessa em cinema de uma forma geral.

O livro é dividido em introduçao e 10 capitulos :

Introduçao : The Hidden Heritage of Film Music : History and Scholarship (K.J Donnelly).

O autor conta um pouco da historia da musica do cinema (do som no cinema). Mesmo sendo de 2001, o artigo ainda continua atual em relaçao as pesquisas relacionadas a historia da musica de filme (que sempre involvem questoes economicas, sociais, etc.). Ele passa também pelas pesquisas feitas nos ultimos anos em musica de filme, fazendo um sobrevoo bem resumido. Algumas pesquisas importantes ficaram de fora desse resumo, como as de Anabelle Cohen, Scott Lipscomb entre tantos outros... é engraçado como grande parte dos artigos em teoria de musica de filme se prendem ao livro de Gorbaman (1987), que apesar de importante, esta um pouco defasado em relaçao às pesquisas mais atuais... o livro continua sendo uma grande referencia, mas a ser vista (e lida) com cuidado e olhar critico...

Cap 1 : Analytical and Interpretive Approaches to Film Music (I) : Analysing the Music (David Neumeyer and James Buhler).

Os dois autores sao bem conhecidos do publico que pesquisa musica de filme. Nesse texto eles passam por elementos analiticos da musica de filme, mas considerando somente informaçoes musicais como ponto de partida da analise. Conceitos como leitmotiv, topics, entre outros sao abordados...

Cap 2 :  Analytical and Interpretive Approaches to Film Music (II) : Analysing Interactions of Music and Film (James Buhler).

Esse texto teve "mais a cara" de Buhler, sempre muito filosofico em suas colocaçoes, e sempre minucioso em suas analises. Ele sempre considera fatores historicos, e vai fundo em seus conceitos. Nesse artigo, suas discussoes nao sao novas, mas fazem um interessante resumo de "approaches" para analisar a interaçao entre musica e filme.

Cap 3 : "In the Mix" : How Electrical Reproducers Facilitated the Transition to Soun in British Cinemas (Michael Allen).

Artigo muito interessante sobre a passagem do cinema "mudo" ao cinema "falante" na Inglaterra. Informaçoes historicas baseadas em jornais da época formam a base do artigo. Chega a ser até engraçado pensar como os tecnicos se "viravam" para conseguir reproduzir musica e efeitos sonoros na década de 20, e começo dos anos 30. Excelente texto para quem se interessa sobre a historia do cinema.

Cap 4 : Kink Kong and Film Music : Out of the Fog (Peter Franklin).

O autor analisa  alguns trechos da trilha sonora de Kink Kong (composta por Max Steiner). Alguns trechos de sua analise sao justificadas com a discussao de generos no cinema. Interessante, mas se você for resistente a algumas questoes de genero vista pela psicanalise o texto se torna um pouco forçado... mas a analise tem bases interessantes, e o mais importante, o filme se justifica "em si mesmo"...

Cap 5 : The Dies Irae in Citizen Kane : Musical Hermeneutics Applied to Film Music (William H. Rosar).

Ja mostrei algumas coisas desse artigo aqui no blog. Bem interessante o artigo.

Cap 6. The documentary Film Scores of Gail Kubik (Alfred W. Cochran).

Texto bem interessante sobre a vida e obra de Gail Kubik. Para mim foi uma bela descoberta conhecer o trabalho desse importante compositor. Vale a pena procurar alguns filmes com a trilha composta por ele (como The Memphis Belle que postei outro dia) .

Cap 7. Embracing Kitsch : Wer,er Schoeter, Music and The Bomber Pilot (Caryl Flinn).

Nao conhecia o termo Kitsch (algo banalizado, literalmente quer dizer algo tirado do lixo). Bem interessante o artigo. Ele aplica o conceito à trilha sonora, e ao filme The Bomber Pilot... uma outra abordagem analitica...

Cap 8 : Performance and the Composite Film Score (K.J. Donnelly)

O autor analisa a trilha de Performance, que utiliza musicas pop como musica source (de tela, diégética) e de musica de fossa (extra-diégética).

Cap 9.: Sound and Empathy : subjectivity, Gender and the Cinematic Soundscape (Robynn J. Stiwell)

O autor vai fundo na questao de genero, partindo de teorias da psicanalise que estudam o cinema. De novo, para quem tem barreiras em relaçao a isso (eu sou um deles) vai achar as analises do autor meio forçadas. Mas ele se baseia nessas teorias somente para fazer suas analises, nao como um ponto de vista imutavel... ele nao defende abertamente essas questoes, mas sim as utiliza como ponto de partida, o que é interessante...

Cap 10. "Woul you Like to Hear Some Music ?" Music in-and-out-of-control in the Films of Quentin Tarantino (Ken Garner).

O autor parte de teorias comportamentais para fazer analises de alguns filmes do Tarantino. Bem interessante o texto...

o livro é uma boa leitura, eu recomendo fortemente...

abraços

CH
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
L'aurore PosterQuarta feira vi o filme Sunrise : A song of Two Humans, 1927 de Murnau.

O filme ainda ainda nao tem falas (é "mudo"). A versao que vi é a versao sonora da época, com a trilha gravada, mas que também era tocada ao vivo nas grandes salas de cinema.

Em relaçao a historia do filme, é engraçado notar que nenhum dos personagens tem nome propio. Mesmo nos créditos esta escrito "O Homem" "A esposa", etc. Sao entao esteriotipos, ou generalisaçoes de comportamento e posiçoes sociais (a mulher da cidade que invade o campo, corrompendo a comunidade, etc... bem machista diga-se de passagem... mas nos estamos em 1927, nao podemos esquecer.... o filme é uma adaptaçao de uma peça de teatro se nao me engano).

O compositor da  trilha sonora nao é creditado no filme, mas ela é atribuida sobretudo à Hugo Riesenfeld. Ela foi composta bem no estilo hollywoodiano classico, com orquestra sinfonica e varios leitmotivs (temas associados à personages, sentimentos, etc.). Mas é engraçado ver uma trilha sonora que mistura musicas de tela (ou som "in", ou musica diégética, ou seja, aquela que faz parte do mundo ficticio criado pela historia) e musica "de fossa" (a musica que vem de lugar nenhum, que "acompanha" as imagens... com varias aspas no acompanha....). é engraçado, porque o compositor mistura as duas, quando nos estamos escutando a banda de jazz que toca na tela, a gente escuta ao mesmo tempo a musica de fossa, aquele que "da clima" ao filme... essas sobreposiçoes nao sao raras no filme, mesmo sobreposiçoes de imagens... que podem ser atribuidas aos personagens, ajudando na construçao de suas personalidades, etc....

Outro fator importante da trilha é que a orquestra faz também os efeitos sonoros do filme. Nao todos, mas alguns importantes. Esse tipo de musica, que imita elementos da tela, imitando o som real a partir de instrumentos musicais é chamada de musica imitativa. Mas aqui ela nao so imita, ela passa a ser o som. Nao podemos mais dissociar a musica, os instrumentos musicais, dos sons internos do filme. é bem interessante ver como o compositor cria o som da maquina a vapor, a chuva, o vento e mesmo gritos de chamado... existem palmas e gritos também, que teriam sido feitos pelos propios musicos de orquestra, para dar "mais realidade" ao irreal.... nao que a musica ja nao o faça, mas isso é outra historia (que postarei em outra ocasiao, a musica como ferramenta para suspender  a realidade...)

Enfim, é um filme muito bacana, com varios pontos "analisaveis" do ponto de vista historico e de significaçao da trilha sonora...

Encontrei o filme dividido em 9 partes no youtube, vale a pena conferir. é so ir seguindo as numeraçoes.

Abraços

CH
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Antes de ontem vi o filme Blackmail (Chantagem e confissao), 1929, de Alfred Hitchcock. Blackmail é o primeiro filme ingles falado. é interessante como Hitckcock joga com isso, com essa expectativa de ver um filme falado... as primeiras sequencias do filme sao "mudas" (sonoras na verdade, mas sem fala), mexendo realmente com os nervos das pessoas que foram assistir a um filme falado e se depararam com um filme "mudo". Humor (bem estranho) tipico de Hitckcock.

Nao vou contar a historia (ja sabem porque), mas é um filme imperdivel. Com o selo Hitckcock de qualidade. O filme conta, claro, com mais uma das apariçoes do diretor. é engraçado ve-lo novinho.

Uma curiosidade é que a atriz principal Anny Ondra era tcheca e nao falva tao bem ingles (tinha um forte sotaque). Entao Hitchcock usou a atriz Joan Barry para dubla-la. Mas nao havia som pos-sinconizado ainda, como ele fez ? Joan andava junto com Anny, mas fora do quadro de visao da camera, e falava os dialogos. Enquanto Anny so mexia os labios... dublagem "ao vivo".

A sequencia do café da manha, é considerada também a primeira "mixagem" de som da historia do cinema (a palavra faca, é "sobreposta" ao som da sequencia).

A trilha sonora quase ininterrupta durante 84 minutos de filme também é remarcavel. Mas o filme é mais interessante pelos seus outros elementos sonoros : dialogos e efeitos sonoros.

Encontrei o filme completo no canal do youtube que postei outro dia:


abraços

CH
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Encontrei esse canal no youtube, OpenFlix :

http://www.youtube.com/user/openflix#p/u/288/_aDAK48Am_Q

Nele a gente acha varios filmes dos anos 1900, 1910, 1920, e por ai vai... Uma otima coleçao com varios nomes conhecidos, desde Mérliès, passando por Hitckcock, Bela Lugosi, entre outros... vale a pena passear pelo canal e ver tanto curtas, quanto longas (alguns bem importantes na historia do cinema). O canal também tem alguns documentarios de guerra.

The Memphis Belle (documentario de guerra, com trilha sonora de Gail Kubik)



Voyage dans la Lune (Georges Méliès, 1902), comentado, como realmente deveria ser, como os Conférenciers e Bonimenteurs da época....



abraços

CH
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Hoje li um artigo legal, mostrando as semelhanças entre o tema de abertura de Citizen Kane (composto por Bernard Herrmann, 1941) e Isle of the Dead de Rachmaninov (1909). O autor, William H. Rosar (nao so ele, como varios outros autores) liga ainda esses dois temas ao canto medieval Dies Irae. Os compositores, tanto Herrmann, quanto Rachmaninov, declararam em entrevistas a influencia dessa melodia na construçao de seus temas. Mas Herrmann jamais (claro) citou o tema de Rachmaninov, apesar de varios elementos em comum (5 notas/acordes, modos, ritmo, e tematica... a abertura de Citizen Kane tem como referencia o quadro Isle of the Dead, de Arnold Böcklin... fonte original da musica Rachmaninov).

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O autor ainda cita o começo do tema de Tarnhelm em Das Rheingold de Wagner (1869) como influencia para a construçao do tema de Herrmann.

O artigo se chama The Dies Irae in Citizen Kane, de William H. Rosar. é o capitulo 5 do livro Film Music : Critical Approaches, de 2001.


Abertura Citizen Kane

http://www.youtube.com/watch?v=pqz2rekeYMc  (a pessoa que colocou o video no youtube desativou a "integraçao" desse video em blogs e sites). A sequencia nao esta inteira...


Rachmaninov



Dies Irae



Wagner



abraços

CH
Sabado à noite fui ao cinema, ainda no quadro do Festival Lumière, para ver Psicose, de Alfred Hitchcoc(1960). Ja tinha visto o filme algumas vezes, mas queria saber como seria ver Psicose no cinema, na grande tela, e tudo mais o que envolve esse espetaculo. E, para melhorar, o filme foi restaurado pela a Universal. Eles remixaram o som, à partir de uma tecnologia francesa de extrair do "DNA" da banda de som. Ja explico.

Em 1960 o som do filme era mono, um so canal para todos os sons. Musica, dialogo e efeitos sonoros vinham de uma fonte so. Por falta de tecnologia eles nao podiam criar espaços virtuais com o som, como deslocamentos da esquerda para direita (atraz, na frente), mexendo assim na nossa maneira de perceber o filme. Mas para agravar, existe um problema : uma vez "exportado", a trilha sonora nao pode mais ser desfeita, ou seja, mesmo querendo separar cada elemento da trilha (musica, dialogos e efeitos sonoros), para depois remixa-los, nao tem jeito mais. Ou melhor, nao tinha jeito mais. A partir de uma tecnologia, criada aqui na França mesmo, eles conseguiram extrair cada elemento da trilha sonora original, ou seja, pegaram a massa sonora mono, e separaram cada elemento, dialogo, efeitos sonoros e musicas. E dai sim, retrabalharam a trilha. 

No começo fiquei com medo que fossem cometer os mesmos erros que cometeram ao restaurar Vertigo (de Hitchcock). Em Vertigo os tecnicos acrescentaram sons que nao existiam no original, alem de regravar algumas coisas (como passos, portas, etc.). Infelizmente a unica copia que sobrou no mercado foi a copia restaurada. Mas tive a felicidade de ver o filme com o som original e comparar com a copia "restaurada". Incrivel como descaracterizaram todo o filme. Hitchcock era minuncioso, e cada som que faz parte do filme, participa da criaçao de ambientes e tem significado. Felizmente, nao foi o que fizeram com Psicose. Eles so remixaram em 5.1. Criaram o espaço sem mexer na trilha original.

Ja vi, ou fiz algumas analises da musica de Psicose, mas ao ouvi-la no cinema, vendo o filme como ele foi pensado (ou seja, ver na grande tela, com todos os detalhes e a musica te envolvendo na sala escura) foi sensacional. Os cretidos do começo, sem imagens precisas e a musica alta, violenta, te pega completamente de surpresa. Ouvir esse preludio dessa maneira realmente faz a gente pensar na importancia da musica nesse filme. Em casa, seja no pc ou na TV, nao é a mesma coisa (para mim seria comparar ouvir uma copia em alta fidelidade da Sagraçao da Primavera em casa, em um otimo aparelho de som, e ir escutar ao vivo com uma orquestra... ver e ouvir como foi feito para ser é outra coisa).


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A sequencia do chuveiro, no cinema, é ensurdecedora. E ali sim os agudos se misturam com os gritos, com os golpes de faca... realmente experienciar a musica de Herrmann assim, foi incrivel. 

Depois do filme, foi projetado um documentario (de 10 minutos) de como foi feita a restauraçao.

Parece que saiu em Blu-ray, ou vai sair. Para quem tem um bom sistema de som vale a pena comprar, mesmo que nao seja a mesma coisa de ver no cinema...

Para quem se interessar, disponibilizo a partitura do Preludio de Psicose (a musica dos créditos iniciais) aqui.     

Abraços

CH
domingo, 10 de outubro de 2010
Continuando com as sessoes do Festival Lumière, ontem fui ver mais dois filmes : J'étais une aventurière e Psycho.


J'étais une aventurière é um filme frances, de 1938 do diretor Raymond Bernard. O filme é uma otima comédia/dramatica (?). Muito engraçada, mas bem sutil. O filme abusa de expressoes da lingua francesa, o que as vezes me acomplicou um pouco para entender algumas piadas (expressoes francesas ja sao complicadas, ainda mais as de 1938).

A trilha sonora é bem caracterista dos anos 30, com orquestra sinfonica e poucas associaçoes de temas (diferente do cinema americano, muito influenciado por Steiner e seus leitmotivs) dentre outras caracteristicas (que ficam para outro post).

Nao vou contar a historia, nem a sinopse (os motivos vocês ja sabem).

Engraçado foi que tentando achar algum video para colocar aqui, acabei achando uma versao americana do filme, de 1940, com o mesmo nome, so traduzido : I was an adventuress, dirigido por Gregory Ratoff.

Mais tarde contarei como foi ver Psicose (Hitchcock, 1960) no cinema, restaurado, com som em 5.1 (direferente do mono do original).

CH
sábado, 9 de outubro de 2010
Esta acontecendo aqui em Lyon o 2 Festival Lumière de Cinema. O festival começou dia 04/10 e vai até dia 10/10. Na programaçao inumeras sessoes de filmes, em varios cinemas da cidade, master classes, mesas redondas, palestras, encontro com diretores, uma "cidade" dentro do Instituto Lumière com dvds e livros à venda, restaurante, encontro para bate papo com especialistas, e mais uma infinidade de coisas. 

Infelizmente quando fui comprar meus ingressos, a grande maioria das sessoes ja estavam cheias, e pude comprar somente para 3 filmes. Paciencia, ano que vem compro com mais antecedencia (se o site deixar, pois ele é meio mal feito, e as vezes nao funciona direito...ano passado foi a mesma coisa).

O interessante dessas sessoes de filmes é que elas sao precedidas por algumas consideraçoes de especialistas sobre o filme em questao (ou diretor).

Bom, ontem fui ver Street Angel, de Frank Borzage. O filme é de 1928, e a copia esta em otimas condiçoes, graças a Carlottadvd, uma maison de distribuiçao de DVDs. Eles acabaram de lançar uma caixa com alguns filmes em HD de Frank Borzage, e Street Angel esta nessa leva.

A sessao de ontem foi um cineconcerto. Ou seja, a musica do filme era tocada ali, ao vivo. Essa é uma pratica muito comum por aqui, sobretudo para reviver filmes "mudos". é uma experiencia realmente diferente e interessante. E ver um filme de 1928 na grande tela é algo impressionante também. O acompanhamento e composiçao musical foi de Florian Doidy (ao piano, no canto da sala).

A musica era muito boa, bem moderna, e nao esteriotipada. O compositor encontrou saidas onde outras opçoes pareciam ser mais evidentes, como reproduzir musicas, assobios, etc, de tela (prefiro usar som in, ou "de tela" que diégético... à la Chion). Ao invez disso, ele criou ambiencias, e temas mais sutis, que se associavam às açoes. Boas escolhas, bela execuçao, boa composiçao. Um toque a mais na noite de ontem...

O filme tem imagens lindas, com varias composiçoes com sombra e também com bruma. A sequencia inicial é muito interessante, considerando que estamos em 1928, com varios travelings por todo o cenario (sem cortes).

Nao gosto de contar a historia dos filmes, mesmo uma pequena sinopse. Nao gosto, por que nao gosto de ler  sinopses também. Acaba estragando o filme, e a gente sempre cria expectativas.... o importante é saber que se trata de uma historia de amor, ambientada na Italia, com dois dos atores que formaram O casal dos filmes de Borzage, do final dos anos 20 (e começo dos 30) e também da FOX : Janet Gaynor e Charles Farrel.

Borzage também nao tem medo de contar uma historia de amor de personagens à margem da sociedade, entre vagabundos, prostitutas, circos etinerantes, etc.    


Algumas curiosidades (passadas pelo especialista em Borzage, Hervé Dumont, antes da sessao) :
- Street Angel (anjo da rua) é um dos varios nomes dados às prostititas de rua.
- O filme foi "rodado" na Italia (a historia se passa em Napole), mas acabou sendo sensurado la por Mussolini (que dizia que na Italia nao tinha prostituta de rua...)
- Na primeira sequencia, o traveling pelo cenario, a camera esta presa à uma grua construia especialmente para o filme, em madeira.

Tem para comprar na Amazon o DVD do filme.

Abraços

CH
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Encontrei no site da Europa Film Treasures um atelier de efeitos sonoros. Nele da para criar toda uma trilha sonora (sons + musica). O editor é online mesmo, e o site ainda disponibiliza efeitos sonoros, sons variados e musicas. Mas da para carregar sons do seu propio computador também. Varios filmes estao à disposiçao para criaçao de trilha sonora.

Para quem se interessar, o site da Europa Film Treasures agrupa uma coleçao bem interessante de documentos sobre filmes, musicas, documentarios... é possivel mesmo ver videos, tudo online.



Atelier de efeitos sonoros :


Europa Film Treasures :
http://www.europafilmtreasures.eu/ 

abraços

Carlos Henrique Silveira
Ola,

sou doutorando em cinema na Université Lumière Lyon 2, em Lyon - França. Oficialmente, meu doutorado começou dia 01 de outrubro 2010, data do começo da vigencia do meu contrato doutoral. Sou contratado da universidade como pesquisador, e desenvolvo uma pesquisa que une as areas de cinema, musica e neurosciencia. Tenho como diretor de pesquisa o professor Martin Barnier (Universidade Lyon 2), especialista na historia do som no cinema. Conto também com a codireçao de Barbara Tillmann (Universidade Lyon 1), especialista em neuropsicologia musical.

minha pesquisa procura investigar as espectativas evocadas pela musica no contexto do filme, tanto como elemento narrativo, como no comportamento perceptivo dos espectadores.

vou tentar atualizar o estado da minha pesquisa, assim como indicar leituras, sites e filmes. Tentarei compartilhar aqui minhas experiencias vividas na França, em tudo que concerne às areas de interesse ligadas ao meu doutorado : cinema, musica e neuropsicologia.

entao, até logo.

Carlos Henrique Silveira

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