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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
07:53 | Postado por
carlos henrique |
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Ando sem tempo de postar.. escrevendo artigos, lendo muita coisa, e vendo filmes... vou ver se consigo fazer um post por semana, mesmo que seja so de filmes que vi... com curtos, mas bem curtos comentarios.
Nancy Meyers parece gostar de tematicas parecidas (amores possiveis depois dos 50, principalmente chez mulheres separadas). Em 2003 ela fez esse, e em 2009 outro (It's Complicated, ali em baixo). E um mais ou menos igual (The Holiday) Até os cartazes se parecem. Mas são comédias romanticas engraçadas. A musica é de Hans Zimmer. Temas simples, adequados ao ambiente do filme (como acordeons, para Paris, etc).
Assisti ao filme sem saber muito o que esperar. Bom filme, com uma historia bem inteligente. A musica é meio confusa no começo, misturando cançoes jazz de época, com um trecho instrumental orquestral meio deslocado. Mas depois ela se ajeita, e fica so no "jazz" (grande parceiro das prostitutas, ou mulheres independentes de filmes da década de 30,40 e 50... convenção formada la atras, mas muito utilizada até hoje). Vale lembrar que Mary Harron tambem dirigiu American Psycho, outro otimo filme, com uma historia bem contada e também uma critica à sociedade americana.
Vi esse filme ja tem um tempo. Parace muito com o Something's Gotta Give (2003). Nancy sempre escolhe otimos atores, e as historias melosas passam facil junto com o talento de tais atores. Mais uma vez, Hans Zimmer e Heitor Pereira (que eu gosto bastante) fizeram a musica.
Não esperava muito desse filme e acabei tendo uma otima surpresa. Otimas atuações e boa historia. Mas o que mas me agradou : otima direção, fotografia e trilha sonora.
Se não me engano foi o primeiro longa metragem de Mark Webb. Ele tem uma dinamica muito interessante em cenas de "ação e reação" e pontos de vista.
A fotografia é muito bonita. As luzes e cores são um pouco rétro (mais amareladas) e saem do cliché de azul e laranja que a industria adotou ha alguns anos. Ela foi feita por Eric Steelberg (que também fez Juno e Up in The Air... dois filmes com otimas fotografias).
A utilização da trilha e a musica em si mesma são muito interessantes. Personagens interagem com a musica, junto ou em descompasso. A musica realmente é um motivador de algumas ações no filme. Boas sacadas de Mark Webb. Citações de Moon River, em assobio, quase como um chamado deram um toque meio misterioso ao filme (e nos reenvia à Beakfast at Tiffany's). A musica foi composta por Mychael Danna, Rob Simonsen dois otimos compositores (que participaram igualmente a trilha de Little Miss Sunshine). Bons temas, otima orquestração e boas escolhas de canções. Um bom exemplo de trilha sonora simples e efetiva... usada com criatividade e com um importante papel no filme.
Bom filme. A musica mesmo tendo sido premiadissima, nao me agradou muito. Gosto muito de Alexander Desplat, mas em Ghost Writer ele usa alguns intrumentos que sao associados à outros tipos de generos (como comédia por exemplo... ou mesmo filmes "natalinos"... talvez a parodia tenha sido intencional, mas nao me agradou não). O começo é extremament dramatico em termos musicais, parecendo quase uma parodia. Claro, a musica é muito bem feita, mas nao me agradou sua utilizaçao no filme. Achei muito "grandiosa" para o tema "intimista" do filme. Acho que Alexander vem perdendo sua caracteristica francesa de compor musica de filme, e se "americanizando" muito, e muito rapido. A trilha fica melhor sem o filme. O que é meio contraditorio... Mas otimo filme, com otimos atores e uma bela direção.
Abraços
CH
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
02:08 | Postado por
carlos henrique |
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Ontem fui ao cinema ver o "fenomeno" frances: Intouchables. Fenomeno porque ele ja é o filme com melhor boxoffice do ano na França (ultrapassando todos os filmes hollywoodianos e outras superproduções americanas). E ainda, parte de sua arrecadação vai para associações que trabalham com a adaptação de casas para deficientes fisicos.
Ele é baseado na historia real de Philippe Pozzo Di Borgo, rico aristrocata que se torna paraplégico apos um acidente de paraglider, e Abdel Sellou, jovem africano (tabu na França) e recem saido da cadeia. Philippe o contrata como seu ajudante à domicilio. O filme, inspirado no documentario à la vie à la mort, 2002, (que conta a historia dos dois) reune esse grande cliché da união de dois mundos distintos que se tocam e influenciam um ao outro. Mas não de uma maneira piegas. Ele é verdadeiro em seus sentimentos, sem forçar a barra. Além de ser muito engraçado, e fazer varias piadas de humor negro com deficientes (outro tabu na França).
A trilha sonora é de Ludovico Einaudi com suas ambiencias ao piano, e repetições eternas. Otima trilha, que separa os dois mundos (da "corte" e do gueto) mas que ao passar por cima dessas barreiras (e por cima da edição, narração, etc) reune os dois personagens.
Otima atuações de Fraçois Cluzet e de Omar Sy.
Trailer:
Um especial da TV francesa contando a vida dos dois:
Bom filme, tomara que chegue no Brasil.
Abraços
CH
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
09:44 | Postado por
carlos henrique |
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Três comédias romanticas de 2011.
Comédia romantica dos mesmos diretores de I Love You Phillip Morris. Ele é cheio de clichés, mas que são expostos propositalmente, o que da um pouco de graça ao filme. Steve Carell esta engraçado como sempre. A musica foi composta pelos mesmos compositores de I Love You Phillip Morris, Christophe Beck, Nick Urata. Mas todos os usos criativos, tanto da musica quanto do som, que vemos em I Love You Phillip Morris, infelizmente nao estao presentes em Crazy, Stupid, Love. Uma pena.
Ivan Reitman parece estar gostando de mostrar personagens frios, sem sentimentos, ou sem amarras emocionais nos seus ultimos filmes (assim como em Up In The Air, produzido por ele). No Strings... segue a mesma forma de Up In The Air, mas é muito mais previsivel e muito menos criativo (em termos de desenvolvimento narrativo, influencia talvez da otima direçao de Jason Reitman em Up In...). A musica é de John Debney, um otimo compositor, mas que passa batido nesse filme.
A historia se repete: sexo entre amigos que nao da certo. Mas ao contrario de No Strings, Friends... é mais abusado nas piadas e no relacionamente entre os dois protagonistas. Sendo mais pesado, o filme fica bem mais engraçado (e menos forçado) que No strings.... A musica passa batida, mas o propio filme (em uma conversa entre os dois personagens) critica essa relaçao da musica em comédias romanticas. Algumas situaçoes sonoras também sao interessantes, e mostram que mesmo sendo extremamente irreais o espectador ainda "engole" a realidade do filme. Mas de novo, penso que foi uma critica ou uma parodia de filmes do genero. Justin Timberlake nao compromete, e é até engraçado.
Essa sketch de Justin Imberlake no SNL foi muito engraçada, e brinca com o filme :
Mesmo não sendo bons, sempre vale a pena assistir filmes assim. As vezes a gente se surpreende e econtra aspectos sonoros interessantes...
Abraços
CH
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
02:29 | Postado por
carlos henrique |
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Duas lindas animaçoes francesas da década de 30.
De 1934 :
L'idée de 1932, musica de Arthur Honegger
Abraços
CH
De 1934 :
L'idée de 1932, musica de Arthur Honegger
Abraços
CH
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011
09:42 | Postado por
carlos henrique |
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Otimo filme de Adam Elliot, mesmo criador de Mary and Max.
Abraços
CH
Abraços
CH
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011
06:19 | Postado por
carlos henrique |
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Tres comédias recentes e uma comedia/drama de 2009.
Achei o filme engraçado, principalmente pelas piadas pesadas sobre sexo e drogas (algo bem incomum em filmes com a publicidade que esse teve). As performances (provavelmente improvisadas) dos tres atores principais, sao bem engraçadas. Kevin Spacey, Colin Farrell, Jamie Foxx e Jennifer Aniston estao otimos também (e sao bem engraçados). A trilha sonora nao chama a atençao. Bom filme para passar o tempo.
As comédias americanas recentes estao ficando mais abusadas, e usando muito humor mais "tosco" e pesado (acho que é o efeito de The Hangover). Bridesmaids é meio que o equivalente de The Hangover, mas agora para mulheres. O filme tem seus lampejos de criatividade, e tem algumas coisas engraçadas, mas no final das contas nao é la tao bom assim como a critica (internacional) tem dito. O que achei legal é que é um filme sem atores super conhecidos e sem atores/atrizes lindos/lindas. O "principe" da historia é o Chris O'Dowd (o Roy da série The It Crowd), algo bem diferente para os padroes americanos/hollywoodianos de "principes". A trilha sonora também passa batida.
Os efeitos especiais do filme sao muito bem feitos, o ET é muito engraçado, e bem "real". Muitas, e muitas referencias à filmes de alienigenas (nao vou entrega-las aqui, pois o filme perderia a graça). As piadas sobre religião sao bem engraçadas. As tiradas do alien, sao engraçadissimas também. Bom filme para passar o tempo, mas nao va esperando uma super comédia, ele é engraçado, mas aqueles finais felizes de filme de adolescente dos anos 90 estraga um pouco. Mas mesmo assim da para dar umas boas risadas. A trilha sonora, de novo, passa batida.
Otima surpresa, muito bom filme. Otimas atuações de Jim Carrey (ok, ele é sempre igual, mas aqui ele estava um pouquinho diferente) e de Ewan McGregor (ele rouba todas as cenas para ele, excelente). Mas o que mais me surpreendeu foi o otimo tratamento do sound design. Uma sequencia em especial.
No meio do filme, Jim Carrey fala pelo telefone da prisao com Ewan McGregor. Mcgregor esta preso, e Jim Carrey finge ser seu advogado (logo apos ter escapado da cadeia). As falas de McGregor sao filtradas para dar a impressao que ele esta realmente no telefone (aquela "voz de telefone"). Nao importa onde esta a camera, de seu ponto de vista (do seu lado do telefone, onde a voz nao "deveria" ser filtrada, pois a camera esta ao seu lado, entao estamos escutando a voz que "sai da boca" de McGregor, e nao a que sai do telefone) ou do ponto de vista de Carrey (onde logicamente a voz seria filtrada, pois estamos ouvindo a voz que sai do telefone). A voz de McGregor é sempre filtrada, sempre é a voz do telefone. Enquanto a de Carrey ao contrario, nao importa o ponto de escuta, nunca é filtrada, e passeia tanto pelo lado de fora, tanto pelo lado de dentro da prisao. O que faz o "retrato sonoro" de seu personagem, que tem "passagem livre" por todos os lados (dentro e fora da cadeia). E também para McGregor que esta sempre preso, seja na cadeia, seja ao lado de Carrey, fora dela.
A musica também, principalmente pela a escolha de cançoes pop, sao muito bem utilizadas. Eles refletem o "humor" do personagem no momento que nos as escutamos. E sao interrompidas, abruptamente, assim como os personagens o sao dentro do filme. Ela segue o estado de espirito do personagem ali no momento (por exemplo, quando Carrey celebra sozinho em seu escritorio, e é interrompido pelo seu chefe, a musica também se interrompe no momento em que o chefe entra na sala).
Esses sao so dois exemplos, mas o filme é recheado de outros iguais a esses. Otimo trabalho de Paul Urmson. Seu trabalho é tao importante, que seu nome é o terceiro a aparecer nos creditos finais, com o destaque para sound designer (podemos contar nos dedos filmes onde os sound designers sao apresentados assim).
Para quem se interessa em som no cinema, esse filme é um otimo exemplo, recente, de como uma construçao criativa do som pode ajudar, ou amplificar os sentidos das imagens e da historia.
Abraços
CH
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
09:45 | Postado por
carlos henrique |
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O Festival Lumière acabau domingo. Foi uma semana bem cheia. Na segunda vi The Artist (ja escrevi um pouco sobre ele).
Terça feira :
Hadaka no shima (The Naked Island, 1960, Kaneto Shindô).
Filme japones muito bonito sobre a vida de uma familia que mora em uma ilha. Ele nao tem dialogos, so sons e musica (e alguns gritos). Musica (composta por Hikaru Hayashi) com tema bem repetitivo assim como a historia do filme.
O filme foi apresentado por Benicio Del Toro, grande apreciador da obra de Shindô e que tem um projeto de restaurar, e divulgar, filmes antigos da regiao caribenha (acho que poucas pessoas esperariam isso de um grande ator de blockbusters americanos).
Quarta feira :
Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse (The four Horsemen of the Apocalypse, 1921, Rex Ingram - Kevin Brownlow, David Gill da versao restaurada)
Cine concerto com a orquestra nacional de Lyon. O filme é um drama com toques de comédia. Otimo filme. A musica apresentada pela a orquestra foi a da versao restaurada, composta por Carl Davis. Ele segue varios aspectos de como a musica poderia ter sido composta em 1921, mas acho que por isso ela falta um pouco de criatividade, no sentido de uma composiçao de "algo seu". Pode ter sido a comanda.... nao sei. A musica faz varias citaçoes à musicas da época, e cita tal e qual alguns hinos (com o da França). Tirando isso, ela foi muito bem orquestrada, e bem apresentada pela a orquestra.
Quinta feira :
Pela manha a cinemateca de Bologna apresentou varios filmes mudos em cores. Fantastico. A musica foi improvisada ao piano ("ao vivo"). Nao gostei das escolhas do musico, mas no geral foi bom. Descobri depois que ele so pôde ver os filmes poucos dias antes da apresentaçao, e assim nao conseguiu preparar quase nada. Isso explica um pouco algumas escolhas comodas (pouca variaçao tematica, ritmica, etc).
Os filmes foram (fiz um Ctrl C + Ctrl V do site) :
| Traversée des Alpes françaises en automobile France, 1911, 5min, teintures et vitrages, format 1.33 Production : Gaumont Cinémathèque de Bologne, Cinémathèque Royale de Belgique Les Bords de la Tamise d’Oxford à Windsor(Sul Tamigi) France, 1914, 6min, pochoir, format 1.33 Production : Éclectic-Films Distribution : Pathé Frères Cinémathèque de Bologne Danse serpentine France, 1896, 2min, colorié à la main, format 1.33 Cinémathèque de Bologne Le Tango France, 1905, 3min, colorié à la main, format 1.33 Réalisation : Alice Guy Production : Gaumont Cinémathèque de Bologne Le Spectre rouge Francia, 1907, 9min, pochoir, format 1.33 Réalisation et trucages : Segundo de Chomón Interprétation : Julienne Mathieu Production : Pathé Frères Musée national du cinéma de Turin et Cinémathèque de Bologne | |
| Les Floraisons (La fioritura dei lillà) Francia, 1912, 5min, pochoir, format 1.33 Production : Pathé Frères Cinémathèque de Bologne | |
| Bébé nègre Francia, 1911, 6min, couleur, format 1.33 Réalisation : Louis Feuillade Interprétation : René Dary Fondation de la Cinémathèque allemande, Gaumont Pathé Archives | |
| Mammifères américains : paca, coati, tatous, maras (Mammiferi americani) Francia, 1914, 5min, pochoir, format 1.33 Production : Pathé Frères Cinémathèque de Bologne | |
| Coiffures et types de Hollande (Cuffie della frisia) Francia, 1910, couleur Production : Pathé Intertitres italiens Cinémathèque de Bologne | |
| Dans l'hellade France, 1909, 7min, Noir et blanc et pochoir, format 1.33 Réalisation : Charles Decroix Interprétation : Stacia Napierkowska Cinémathèque de Bologne | |
| Magie moderne France, 1908, 2min, pochoir, format 1.33 Réalisation, photo, trucages : Segundo de Chomón Interprétation : Julienne Mathieu Production : Pathé Frères Musée national du cinéma de Turin | |
Festa pirotecnica nel cielo di londra Grande Bretagne, 1911, 4min, couleur, format 1.33 Production : Urban Musée national du cinéma de Turin | |
| Le Tango France, 1905, 3min, colorié à la main, format 1.33 Réalisation : Alice Guy Production : Gaumont Cinémathèque de Bologne |
De tarde vi Le Dernier Métro (1980, François Truffaut)
Otimo filme, com Gérard Depardieu e Catherine Deneuve. A historia se passa no momento da invasao alemã na França. Momento vivido por François Truffaut quando era criança, talvez por isso o tom nostalgico do filme. Foi a primeira vez que Depardieu e Deneuve fazem um filme juntos (eles fazem 8 depois desse). Otima atuaçao dos dois. A musica foi composta por Georges Delerue.
Sexta feira :
Pela manha vi um cine concerto de Wings (1927, de William Wellman).
Otimo filme. As cenas de combate aereo, sao simplemente fantasticas (realmente as melhores ja filmadas). Wellman foi piloto durante a guerra de 1914-1918, sendo condecorado e tudo mais (para conseguir "se homologar" o piloto deveria abater X avioes, pousar, retirar alguns papeis do aviao inimigo, o que comprovaria seu feito... o que Wellman fez !). O filme acaba sendo uma homenagem à amigos da época, e tudo que se passa no filme foi vivido por Wellman. A musica foi improvisada/composta ao piano (ao vivo) por Thomas Parle (que tocou sem parar por mais de 2h !). Muito boa por sinal, com otimas escolhas, citaçoes e mais pessoal que a do Quatro Cavaleiros do Apocalipse.
De noite foi a maratona de filmes de ciencia de ficçao, vi :
Le voyage dans la Lune, 1902 de Méliès.
Copia colorida. A musica foi composta pelo o grupo Air. Muito moderna, nao gostei. O filme perde todo o clima. Em alguns momentos parecia um video clip de music psicodelica dos anos 70, o que seria interessante, nao fosse o contexto do filme e tudo mais. Sem a narraçao também, fica um pouco estranho.
Otimo filme que mostra o que virou o mundo apos anos de poluiçao e destruiçao pelo homem. Musica original de Fred Myrow.
Primeiro longa metragem de Neill Blomkamp. Otimo filme, com criticas sociais pesadas (algo muito raro em blockbusters como esse). Musica por Clinton Shorter.
Classico filme de ficçao. Vê-lo na grande tela, com um otimo som foi bem interessante. Musica de Russell Garcia.
Ver esse filme em tela grande e com um otimo som é impressionante. 2001 mudou a historia do cinema, fazendo um filme visual, com uma narrativa "flutuante" e sentidos que cada um pode interpretar de uma maneira. Genial.
Sabado :
O filme foi produzido por David Selznick, entao nao tem como o filme ter muitas caracteristicas de seus diretores (suas produçoes sao sempre conduzidas com braço de ferro). A musica é de Max Steiner, um dos compositores mais importantes de musica de filme nese primeiro momento do cinema sonoro (tendo feito escola), falarei dentre em um futuro post.
O filme é um drama com toques bem comicos (sendo bem engraçado as vezes). Ele também cria o personagem de assessor de imprensa cinico, de tiradas diretas que sera copiado e muitas vezes repetido dali em diante.
Esse ano deu para aproveitar bastante o festival.
Agora é esperar o proximo.
Abraços,
CH
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
08:17 | Postado por
carlos henrique |
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Começou segunda feira o III festival Lumière de cinéma.
No cardapio : varias projeçoes, palestras, homenagens, muitos convidados, e outras coisas que você pode conferir ai no site.
Segunda foi a abertura oficial, com a projeçao de The Artist (2011, de Michel Hazanavicius) , filme sensaçao do festival de Cannes desse ano. A projeçao contou com a presença do produtor, o diretor, e os atores principais do filme (Jean Dujardin et Bérénice Bejo). Ela aconteceu na Halle Tony Garnier, aqui em Lyon. A Halle Tony Garnier é um espaço para feiras, espetaculos, etc. (usando metade da "sala", nos eramos 4 mil pessoas à prestigiar a abertura !! Isso tudo com uma otima imagem e um otimo som).
The Artist foi feito em preto e branco e mudo (em 2011 !!). O filme conta com otimas atuaçoes, uma bonita historia, uma musica muito boa (composta por Ludovic Bource), enfim, o filme é lindo e emocionante.
Um parenteses na trilha sonora : muitas citaçoes de temas conhecidos, como o tema de amor de Vertigo (composto por Bernard Herrmann), senao me falha a memoria... fiquei meio sem entender.
A historia acontece no momento da passagem do filme mudo para o "falante" (entre 1927 e 1928), e trabalha de maneira muito inteligente com isso.
Espero que o filme chegue ao Brasil, pois vale muito a pena ver The Artist.
Com certeza um dos melhores filmes de 2011 (pelo menos o mais criativo).
Durante a semana vou contando o que vi por aqui.
Abraços
CH
No cardapio : varias projeçoes, palestras, homenagens, muitos convidados, e outras coisas que você pode conferir ai no site.
The Artist foi feito em preto e branco e mudo (em 2011 !!). O filme conta com otimas atuaçoes, uma bonita historia, uma musica muito boa (composta por Ludovic Bource), enfim, o filme é lindo e emocionante.
Um parenteses na trilha sonora : muitas citaçoes de temas conhecidos, como o tema de amor de Vertigo (composto por Bernard Herrmann), senao me falha a memoria... fiquei meio sem entender.
A historia acontece no momento da passagem do filme mudo para o "falante" (entre 1927 e 1928), e trabalha de maneira muito inteligente com isso.
Espero que o filme chegue ao Brasil, pois vale muito a pena ver The Artist.
Com certeza um dos melhores filmes de 2011 (pelo menos o mais criativo).
Durante a semana vou contando o que vi por aqui.
Abraços
CH
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011
08:01 | Postado por
carlos henrique |
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Ja tem um tempo vi The Fall of the House of Usher, de 1960. Procurei saber se existiam outras versoes, e me deparei com varias delas :
The Fall of the House of Usher 1928 de Jean Epstein.
Nao consegui colocar o video aqui, entao ai vai o link para o youtube : http://youtu.be/7cBS-RY9UUU
Versao com a trilha sonora restaurada.
The Fall of the House of Usher 1929
Versao francesa, também com trilha adicionada.
The Fall of the House of Usher 1949
Nao consegui achar.
The Fall of the House of Usher 1960 , de Roger Corman.
O filme conta com Vincent Price em otima forma. Otima trilha sonora composta por Les Baxter.
Otimo filme.
The Fall of the House of Usher 1979
Encontrei no youtube ( http://youtu.be/tNLWpkXEMDA ) mas ainda nao tive tempo de ver.
The Fall of the House of Usher 1982
The House of Usher 1989 de Alan Birkinshaw.
Também nao consegui achar.
The House of Usher (2006) de Hayley Cloake
Encontrei, mas também nao tive tempo de ver.
Encontrei poucas informaçoes no IMDb de varios desses filmes. Quem tiver algum, tiver informaçoes, ou conhecer outras versoes, fique à vontade para compartilhar.
Abraços
CH
Nao consegui colocar o video aqui, entao ai vai o link para o youtube : http://youtu.be/7cBS-RY9UUU
Versao com a trilha sonora restaurada.
The Fall of the House of Usher 1929
Versao francesa, também com trilha adicionada.
The Fall of the House of Usher 1949
Nao consegui achar.
O filme conta com Vincent Price em otima forma. Otima trilha sonora composta por Les Baxter.
Otimo filme.
The Fall of the House of Usher 1979
Encontrei no youtube ( http://youtu.be/tNLWpkXEMDA ) mas ainda nao tive tempo de ver.
The Fall of the House of Usher 1982
The House of Usher 1989 de Alan Birkinshaw.
Também nao consegui achar.
Encontrei, mas também nao tive tempo de ver.
Encontrei poucas informaçoes no IMDb de varios desses filmes. Quem tiver algum, tiver informaçoes, ou conhecer outras versoes, fique à vontade para compartilhar.
Abraços
CH
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
02:35 | Postado por
carlos henrique |
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Filmes 2000 Express, breves comentarios :
Pelo nome eu ja deveria saber que nao seria um bom filme. Queria ver uma comédia e acabei "caindo" em cima desse filme. O filme é cheio de citaçoes (de filmes da decada de 60, musica, etc). A trilha foi composta por Ben Vaughn. Nao recomendo muito nao.
Me parece que ele é uma parodia desse filme, que nao tive a coragem de ver...
Quase tudo nesse filme me surpreendeu. O desenrolar da historia é bem interessante (nao vou contar aqui, vocês ja sabem porque), saindo um pouco dos clichés Hollywoodianos. A fotografia é bem interessante também, com pouco contraste entre cores (o que "casa" bem com a historia e o perfil da personagem principal). A (boa) atuaçao de Jennifer Aniston (que em 2002 ainda fazia Friends) que viveu sempre os mesmos papeis no cinema, mas que nesse filme mostra que ela nao é so a "namorada" da América. A musica passa batido, mas isso porque ela nao tem uma "funçao narrativa importante", fazendo algumas trasnsiçoes e estabelecendo alguns humores. Mas quando ela aparece ela é repetitiva e às vezes monotona (também de acordo com a historia... ela foi composta por Stephen Thomas Cavit e Andrew Gross). Mas o que eu realmente gostei foram os sons. Durante o começo do filme, quando a personagem esta "fechada" em seu mundo depressivo raramente ouvimos sons de ambiente, como passaros, buzinas, sirenes, etc (clichés cinématograficos para "apresentar" cidade, ou um ambiente citadino). As ambiencias foram pensadas em relaçao à "evoluçao" da personagem, ou ao seus estados psicologicos (nao como escutas subjetivas, mas como representaçao de sua vida). Realmente iteressante o sound designer do filme (coordenado por Christopher Sheldon e Dane A. Daves).
Filme de narraçao "hiper-classica" (que vamos ver assim que tiver mais tempo para postar direitinho um texto sobre isso). Ele é também bem laranja e azul (como postei aqui), algo que realmente me incomoda. A musica é de John Williams, e seus belos (e numerosos) leitmotifs (bem classico). Mas é um bom filme, se nao tivermos outra coisa para fazer.
O filme nao é bom, e nao me faz falta nao me lembrar dos detalhes de som e musica dele. Acho que o filme so é conhecido por ter cenas bem quentes com a Anne Hathaway. A trilha sonora, que nao me lembro, é de Cliff Martinez.
Ainda nao tive tempo de ver a versao de Hitchcock de 1941, mas tenho certeza que é muito melhor que essa de 2005. Pessimo filme, com atuaçoes questionaveis de todos os atores. Uma coisa interessante foi o tango na trilha sonora (mas algo meio obvio também, em se tratando de um filme com briga de casal). A trilha foi composta por John Powell, um compositor que gosto bastante (ele fez a trilha de Shrek por exemplo).
Acho que dos blockbusters atuais (depois de 2000) a franquia de Piratas do Caribe é a melhor (nao vem nenhum outro nome melhor). O segundo filme segue a mesma linha do primeiro. A musica é de Hans Zimmer, e mesmo usando o tema do primeiro filme, ele nao consegue manter o mesmo nivel de interesse (a musica é muito bem feita, nao me entandam mal) do primeiro filme (em sua utilizaçao, desenvolvimento, etc).
Um bolo de clichés. Se pegarmos a historia de Pocahontas e mudarmos somente os nomes das pessoas, do planeta e do metal teremos a mesma coisa. A trilha sonora (nada inspirada) é de James Horner (que sempre faz boas trilhas, mas que escorregou nessa). O tema de amor tem o mesmo intervalo inicial do tema de Titanic (composta pelo mesmo James Horner... e filme do mesmo James Cameron...). O filme também é bem laranja e azul (algo, que vocês ja sabem, me irrita muito). A reuniao de clichés ajuda a explicar o porque desse filme ter sido o mais visto da historia do cinema (a gente normalmente prefere o que nos é familiar... algo que um dia explicarei aqui também).
Mais um filme com Michel Cera no mesmo papel de sempre. A historia do filme me interessou (e o trailer também) mas o filme é bem razoavel. Nao me lembro de muita coisa (vi o filme ja tem um tempo). A trilha é de John Swihart (que faz muitas coisas para TV).
O filme é divertido até mais ou menos o final de seu segundo terço. Dai para frente é ladeira a baixo. A trilha é de James Newton Howard, que normalmente faz trilhas remarcaveis (com bons temas, etc), mas que dessa vez passou batido.
Otimo filme do sempre bom Christopher Nolan. A musica é de Hans Zimmer, um compositor que gosto muito mas que nao consigo lembrar qual foi sua ultima boa trilha sonora (acho que foi a de Batman...). A trilha de Inception nao é interessante como suas trilhas mais antigas (uma vez vi uma reportagem sobre seu estudio, e sao 5 compositores diferentes trabalhando para ele, e que ele nao faz todas as trilhas que sao creditadas como sendo suas... algo que lembra um pouco a maneira de como se eram creditados compositores, principalmente os diretores musicais, na era dos estudios).
Abraços
CH
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domingo, 5 de junho de 2011
03:26 | Postado por
carlos henrique |
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Film Express : varios filmes horripilantes.
Grande classico do cinema. A trilha sonora original foi composta por Giuseppe Becce (que também escreveu livros sobre como utilizar musica no cinema mudo, com partituras com indicaçoes de situaçoes e humor) mas vi a versao de 1996 com trilha de Timothy Brock. A musica me incomodou muito (apesar de muito bem feita). Bom, o filme é obrigatorio, nao importa qual a versao da trilha sonora. Nao sei se a trilha original ainda existe...
Mais um filme de terror com Boris Karloff e Bela Lugosi. O filme é baseado no conto de mesmo nome de Edgar Allan Poe (beseado de longe, bem longe). A musica foi composta e adaptada (toccata e fuga em ré menor, BWV. 565 de Bach) por Heinz Roemheld.
Continuaçao de Frankenstein de 1931. A historia continua de onde parou e com quase o mesmo elenco do primeiro filme (com Boris Karloff novamente como a criatura). A trilha sonora é muito interessante (o filme se apoia bastante nela) e foi composta por Franz Waxman. Essa foi a primeira grande trilha sonora composta por Waxman, que foi um dos principais compositores das decadas de 30 e 40. A trilha de The Bride of Frankenstein contribuiu bastante para a construçao da "linguagem musical" classica do cinema americano. O som do filme também é muito interessante, e nele podemos ver grande parte das "convençoes" estéticas contruidas no começo dos anos 30, e também outras que viriam a ser praticadas em seguida.
Mais uma produçao de Val Lewton. The Curse... é a continuaçao de Cat People (de 1942). O elenco principal é o mesmo do primeiro filme. Assim como o compositor Roy Webb (o tema principal também é o mesmo).
Mais um filme de terror de Val Lewton, com Boris Karloff (no papel de "vilao") e uma pontinha de Bela Lugosi. O filme é bem interessante com pouquissimos efeitos sonoros, mas com motivos (também sonoros) bem claros. Um filme muito bom, talvez o melhor das produçoes de Val Lewton. A musica, mais uma vez, é de Roy Webb (e seus leitmotifs, aberturas, etc).
Classico Hammer. Depois do sucesso de The Curse of Frankenstein, a Hammer começou a lançar varios filmes de monstros (em cores, com bastante sensualidade, e sangue, muito sangue). Mais uma grande parceria do cinema : Peter Cushing (Van Helsing) e Christopher Lee (Conde Dracula). A maneira como Fisher apresenta o Conde Dracula é genial. Se nao me engano foi a primeira vez que vapiros foram representados com os grandes caninos. E a cena em que eles sao mostrados, em grande plano, e com a boca de Dracula com muito sangue, devia ser chocante na decada de 50. A trilha sonora é de Jamer Bernard (com seu motivo "dra-cu-la" assim como ele fez em "fran-kens-tein"). A orquestraçao é alucinante (marca registrada de Bernard), com varios leitmotif, abertura, etc.
Classico de um dos mestres do terror : Wes Craven. A direçao é genial, mas slashers "sao todos iguais" : varios adolescentes morrem e so sobrevive à menina pura, virgem (e a unica que nao pensa em "sacanagem" durante todo o filme). Otimo filme. O engraçado é ver o Johnny Deep novinho. Amusica é de Charles Bernstein e seus interminaveis glissandos (otima trilha).
Abraços
CH
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quinta-feira, 2 de junho de 2011
14:34 | Postado por
carlos henrique |
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Sai com os olhos doendo do cinema hoje. Facil um dos piores filmes de super heroi dos ultimos anos (isso mesmo, coloco X-Men First Class no mesmo "saco" que mulher gato e demolidor). Mais para o final eu comecei a ficar com vergonha dos atores, das falas, das roupas, de tudo....
O filme é composto de esquetes, todas as sequencias tem um começo, meio e final, quase como um sitcom de duas horas de duraçao. Alguns efeitos especiais foram muito bem feitos, enquanto outros nao... atuçoes muito ruins (mas nao por conta dos atores, mas a direçao deixou a desejar muito... existe um ditado que é assim : antes o diretor movia os atores, agora ele move a camera, e é isso mesmo que acontece). Close-ups obvios, "casos amorosos" forçados (sem desenvolvimento nem nada). Em Hollywood a tradiçao nas historias é sempre ter a historia principal + um caso amoroso... mas dai a colocar um beijo ali e outro acola para ter alguns "casos de amor" é forçar demais...
A lente se ajusta a todo momento, de pequenos planos para grandes. Como se repete muito, para mim virou um motivo, que até agora nao consegui entender.
O prologo é simplesmente inaceitavel, vergonhoso e ja da uma ideia de como sera todo o filme (deveria ter saido do cinema nessa hora). O final também é vergonhoso (tive vergonha literalmente)
A musica foi outro problema. Nao conheço muito bem o personagem de Kevin Bacon, mas deram a ele um tema musical diégético (talvez para lhe dar um "ar" de culto, burgues, ou algo assim) que nao se desenvolve e nao faz a minima diferença para a historia (ou para o filme). A trilha sonora extra diégética é super previsivel, com seus temas de gloria e de batalha... a musica é bem feita (nao me entendam mal), mas com uma utilizaçao vergonhosa também. Ela foi composta por Henry Jackman.
Mas o filme tem pontos positivos : as piadas. Ele faz algumas referencias e ri de si mesmo. Essas foram as poucas partes boas.
Ainda estou meio revoltado por ter pago quase 7 euros para ver esse filme, mas acho que minha opniao nao vai mudar muito nao. Nao recomendo, guarde seu dinheiro para ver outra coisa. E deixando de ir ao cinema para ver X-Men você ainda estara contribuindo para que eles nao façam mais uma sequencia...
Abraços
CH
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
07:30 | Postado por
carlos henrique |
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Dois classicos Hammer.
The Curse of Frankenstein (1957) de Terence Fisher.
Primeiro filme de uma nova tendencia (iniciada pela propia Hammer) de filmes de terror feitos em cores, e com um aspecto um pouco mais "real" (dificil falar de realismo em filmes de terror, ou no cinema em geral, mas principalmente em filmes de monstros). Junto com as cores, vieram também o erotismo (que começou a ser desenvolvido nas produçoes de Val Lewton, mas que ganharam importancia nas produçoes da Hammer) e sangue, muito sangue. Alias, sangue ainda nao tinha sido "mostrado" no cinema (somente em um filme de Buñuel, em preto e branco), e a Hammer foi a primeira a fazer isso (e muito, em todos seus filmes de terror).
O foco principal do filme é o Barao Frankenstein (Peter Cushing). Ele é arrogante e nao arrepende de seus erros, ou de tentar ser Deus. As questoes morais e éticas (representadas nas versoes da Universal na decada de 30) nao passam pela cabeça do Barão, que nao mostra arrependimento nem emoçoes.
Chocar era importante para essas produçoes Hammer. Em The Curse..., morrem : uma criança, um velho cego, um velho cientista e uma mulher gravida. O Barao Frenkenstein corta pedaçoes do corpo humano sem exitaçao, e mesmo uma cabeça decapitada sendo jogada no acido é mostrada. Mas a violencia nao é tao explicita como parece. Fisher deixa a imaginaçao do espectador criar a grande parte da violencia, e so "pré-resultados" ou resultados dessa violencia sao mostrados.
A musica é de James Bernard ("O" compositor da Hammer). Bernard deu "a cara" das trilhas sonoras da Hammer, sempre com orquestraçoes alucinantes e pesadas (com muitos metais). Mesmo que sua utilizaçao fosse bem classica (muitos leitmotifs, aberturas, etc) suas trilhas fizeram historia e escola.
As produçoes Hammer eram de baixo orçamento e talvez por isso a musica era um elemento muito importante. James Bernard ja tinha uma carreira relativamente estabelecida em musica de concerto antes de fazer trilhas sonoras (alias essa era uma constante no cinema Ingles.. contratar compositores "sérios" para acrescentar valor as produçoes de filmes... algo que começou na decada de trinta com o diretor musical Muir Mathieson). Engraçado notar também que no final dos anos 50 a Hammer ainda tinha um departamento de musical nos moldes dos estudios americanos dos anos 30 e 40.
The Curse deu origem também a uma parceria que seria vista durante muito tempo no cinema : Peter Cushing e Christopher Lee.
The Revenge of Frankenstein (1958) de Terrence Fisher.
The Revenge of Frankenstein é a continuaçao de The Curse... The Curse é baseado na obra original, mas The Revenge segue uma historia nova, sem ligaçao com o livro. Nao vou contar a historia do filme, mas mais uma vez o filme se focaliza no Barão (Peter Cushing ainda) e nao na criatura.
A trilha sonora é de Leonard Salzedo. Salzedo "contraria" varias convençoes da época (principalmente no começo do filme) e constroe uma otima trilha sonora. Estou terminando de escrever um artigo sobre a trilha de Revenge (infelizmente nao posso colocar nada aqui por conta de contrato), mas assim que ele for publicado, postarei aqui no blog.
Otimos filmes de terror da Hammer, obrigatorios...
Abraços
CH
Primeiro filme de uma nova tendencia (iniciada pela propia Hammer) de filmes de terror feitos em cores, e com um aspecto um pouco mais "real" (dificil falar de realismo em filmes de terror, ou no cinema em geral, mas principalmente em filmes de monstros). Junto com as cores, vieram também o erotismo (que começou a ser desenvolvido nas produçoes de Val Lewton, mas que ganharam importancia nas produçoes da Hammer) e sangue, muito sangue. Alias, sangue ainda nao tinha sido "mostrado" no cinema (somente em um filme de Buñuel, em preto e branco), e a Hammer foi a primeira a fazer isso (e muito, em todos seus filmes de terror).
O foco principal do filme é o Barao Frankenstein (Peter Cushing). Ele é arrogante e nao arrepende de seus erros, ou de tentar ser Deus. As questoes morais e éticas (representadas nas versoes da Universal na decada de 30) nao passam pela cabeça do Barão, que nao mostra arrependimento nem emoçoes.
Chocar era importante para essas produçoes Hammer. Em The Curse..., morrem : uma criança, um velho cego, um velho cientista e uma mulher gravida. O Barao Frenkenstein corta pedaçoes do corpo humano sem exitaçao, e mesmo uma cabeça decapitada sendo jogada no acido é mostrada. Mas a violencia nao é tao explicita como parece. Fisher deixa a imaginaçao do espectador criar a grande parte da violencia, e so "pré-resultados" ou resultados dessa violencia sao mostrados.
A musica é de James Bernard ("O" compositor da Hammer). Bernard deu "a cara" das trilhas sonoras da Hammer, sempre com orquestraçoes alucinantes e pesadas (com muitos metais). Mesmo que sua utilizaçao fosse bem classica (muitos leitmotifs, aberturas, etc) suas trilhas fizeram historia e escola.
As produçoes Hammer eram de baixo orçamento e talvez por isso a musica era um elemento muito importante. James Bernard ja tinha uma carreira relativamente estabelecida em musica de concerto antes de fazer trilhas sonoras (alias essa era uma constante no cinema Ingles.. contratar compositores "sérios" para acrescentar valor as produçoes de filmes... algo que começou na decada de trinta com o diretor musical Muir Mathieson). Engraçado notar também que no final dos anos 50 a Hammer ainda tinha um departamento de musical nos moldes dos estudios americanos dos anos 30 e 40.
The Curse deu origem também a uma parceria que seria vista durante muito tempo no cinema : Peter Cushing e Christopher Lee.
The Revenge of Frankenstein é a continuaçao de The Curse... The Curse é baseado na obra original, mas The Revenge segue uma historia nova, sem ligaçao com o livro. Nao vou contar a historia do filme, mas mais uma vez o filme se focaliza no Barão (Peter Cushing ainda) e nao na criatura.
A trilha sonora é de Leonard Salzedo. Salzedo "contraria" varias convençoes da época (principalmente no começo do filme) e constroe uma otima trilha sonora. Estou terminando de escrever um artigo sobre a trilha de Revenge (infelizmente nao posso colocar nada aqui por conta de contrato), mas assim que ele for publicado, postarei aqui no blog.
Otimos filmes de terror da Hammer, obrigatorios...
Abraços
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