terça-feira, 20 de março de 2012
07:34 | Postado por
carlos henrique |
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Ainda sem tempo de postar, ai vão alguns links interessantes. De maneira bem simples os sites mostram uma timeline contando a historia do som no cinema :
Timeline of sound on film
Film sound history
Studio Sound
Abraços
CH
Timeline of sound on film
Film sound history
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Abraços
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
06:09 | Postado por
carlos henrique |
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Ola,
ando sem tempo para postar aqui no blog, mil desculpas (de novo).
ai vai um post rapido, e pra quem se interessa em musica de filme o link ai de baixo vai saltar aos olhos
http://www.mont-alto.com/photoplaymusic/SamFoxMovingPictureVol1/SamFoxV1.html
Nele você vai encontrar o PDF do volume 1 do Sam Fox Moving Picture Music. Sam Fox... é uma biblioteca musical, com partituras para piano para ajudar os musicos nas salas de cinema (que ainda nao era cinema) nas décadas de 10 e 20. São musicas com humores adequados para certas situaçoes dramaticas.
é bem interessante. Esse link também traz algumas musicas em Midi.
abraços
CH
ando sem tempo para postar aqui no blog, mil desculpas (de novo).
ai vai um post rapido, e pra quem se interessa em musica de filme o link ai de baixo vai saltar aos olhos
http://www.mont-alto.com/photoplaymusic/SamFoxMovingPictureVol1/SamFoxV1.html
Nele você vai encontrar o PDF do volume 1 do Sam Fox Moving Picture Music. Sam Fox... é uma biblioteca musical, com partituras para piano para ajudar os musicos nas salas de cinema (que ainda nao era cinema) nas décadas de 10 e 20. São musicas com humores adequados para certas situaçoes dramaticas.
é bem interessante. Esse link também traz algumas musicas em Midi.
abraços
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
07:53 | Postado por
carlos henrique |
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Ando sem tempo de postar.. escrevendo artigos, lendo muita coisa, e vendo filmes... vou ver se consigo fazer um post por semana, mesmo que seja so de filmes que vi... com curtos, mas bem curtos comentarios.
Nancy Meyers parece gostar de tematicas parecidas (amores possiveis depois dos 50, principalmente chez mulheres separadas). Em 2003 ela fez esse, e em 2009 outro (It's Complicated, ali em baixo). E um mais ou menos igual (The Holiday) Até os cartazes se parecem. Mas são comédias romanticas engraçadas. A musica é de Hans Zimmer. Temas simples, adequados ao ambiente do filme (como acordeons, para Paris, etc).
Assisti ao filme sem saber muito o que esperar. Bom filme, com uma historia bem inteligente. A musica é meio confusa no começo, misturando cançoes jazz de época, com um trecho instrumental orquestral meio deslocado. Mas depois ela se ajeita, e fica so no "jazz" (grande parceiro das prostitutas, ou mulheres independentes de filmes da década de 30,40 e 50... convenção formada la atras, mas muito utilizada até hoje). Vale lembrar que Mary Harron tambem dirigiu American Psycho, outro otimo filme, com uma historia bem contada e também uma critica à sociedade americana.
Vi esse filme ja tem um tempo. Parace muito com o Something's Gotta Give (2003). Nancy sempre escolhe otimos atores, e as historias melosas passam facil junto com o talento de tais atores. Mais uma vez, Hans Zimmer e Heitor Pereira (que eu gosto bastante) fizeram a musica.
Não esperava muito desse filme e acabei tendo uma otima surpresa. Otimas atuações e boa historia. Mas o que mas me agradou : otima direção, fotografia e trilha sonora.
Se não me engano foi o primeiro longa metragem de Mark Webb. Ele tem uma dinamica muito interessante em cenas de "ação e reação" e pontos de vista.
A fotografia é muito bonita. As luzes e cores são um pouco rétro (mais amareladas) e saem do cliché de azul e laranja que a industria adotou ha alguns anos. Ela foi feita por Eric Steelberg (que também fez Juno e Up in The Air... dois filmes com otimas fotografias).
A utilização da trilha e a musica em si mesma são muito interessantes. Personagens interagem com a musica, junto ou em descompasso. A musica realmente é um motivador de algumas ações no filme. Boas sacadas de Mark Webb. Citações de Moon River, em assobio, quase como um chamado deram um toque meio misterioso ao filme (e nos reenvia à Beakfast at Tiffany's). A musica foi composta por Mychael Danna, Rob Simonsen dois otimos compositores (que participaram igualmente a trilha de Little Miss Sunshine). Bons temas, otima orquestração e boas escolhas de canções. Um bom exemplo de trilha sonora simples e efetiva... usada com criatividade e com um importante papel no filme.
Bom filme. A musica mesmo tendo sido premiadissima, nao me agradou muito. Gosto muito de Alexander Desplat, mas em Ghost Writer ele usa alguns intrumentos que sao associados à outros tipos de generos (como comédia por exemplo... ou mesmo filmes "natalinos"... talvez a parodia tenha sido intencional, mas nao me agradou não). O começo é extremament dramatico em termos musicais, parecendo quase uma parodia. Claro, a musica é muito bem feita, mas nao me agradou sua utilizaçao no filme. Achei muito "grandiosa" para o tema "intimista" do filme. Acho que Alexander vem perdendo sua caracteristica francesa de compor musica de filme, e se "americanizando" muito, e muito rapido. A trilha fica melhor sem o filme. O que é meio contraditorio... Mas otimo filme, com otimos atores e uma bela direção.
Abraços
CH
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
02:08 | Postado por
carlos henrique |
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Ontem fui ao cinema ver o "fenomeno" frances: Intouchables. Fenomeno porque ele ja é o filme com melhor boxoffice do ano na França (ultrapassando todos os filmes hollywoodianos e outras superproduções americanas). E ainda, parte de sua arrecadação vai para associações que trabalham com a adaptação de casas para deficientes fisicos.
Ele é baseado na historia real de Philippe Pozzo Di Borgo, rico aristrocata que se torna paraplégico apos um acidente de paraglider, e Abdel Sellou, jovem africano (tabu na França) e recem saido da cadeia. Philippe o contrata como seu ajudante à domicilio. O filme, inspirado no documentario à la vie à la mort, 2002, (que conta a historia dos dois) reune esse grande cliché da união de dois mundos distintos que se tocam e influenciam um ao outro. Mas não de uma maneira piegas. Ele é verdadeiro em seus sentimentos, sem forçar a barra. Além de ser muito engraçado, e fazer varias piadas de humor negro com deficientes (outro tabu na França).
A trilha sonora é de Ludovico Einaudi com suas ambiencias ao piano, e repetições eternas. Otima trilha, que separa os dois mundos (da "corte" e do gueto) mas que ao passar por cima dessas barreiras (e por cima da edição, narração, etc) reune os dois personagens.
Otima atuações de Fraçois Cluzet e de Omar Sy.
Trailer:
Um especial da TV francesa contando a vida dos dois:
Bom filme, tomara que chegue no Brasil.
Abraços
CH
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
09:44 | Postado por
carlos henrique |
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Três comédias romanticas de 2011.
Comédia romantica dos mesmos diretores de I Love You Phillip Morris. Ele é cheio de clichés, mas que são expostos propositalmente, o que da um pouco de graça ao filme. Steve Carell esta engraçado como sempre. A musica foi composta pelos mesmos compositores de I Love You Phillip Morris, Christophe Beck, Nick Urata. Mas todos os usos criativos, tanto da musica quanto do som, que vemos em I Love You Phillip Morris, infelizmente nao estao presentes em Crazy, Stupid, Love. Uma pena.
Ivan Reitman parece estar gostando de mostrar personagens frios, sem sentimentos, ou sem amarras emocionais nos seus ultimos filmes (assim como em Up In The Air, produzido por ele). No Strings... segue a mesma forma de Up In The Air, mas é muito mais previsivel e muito menos criativo (em termos de desenvolvimento narrativo, influencia talvez da otima direçao de Jason Reitman em Up In...). A musica é de John Debney, um otimo compositor, mas que passa batido nesse filme.
A historia se repete: sexo entre amigos que nao da certo. Mas ao contrario de No Strings, Friends... é mais abusado nas piadas e no relacionamente entre os dois protagonistas. Sendo mais pesado, o filme fica bem mais engraçado (e menos forçado) que No strings.... A musica passa batida, mas o propio filme (em uma conversa entre os dois personagens) critica essa relaçao da musica em comédias romanticas. Algumas situaçoes sonoras também sao interessantes, e mostram que mesmo sendo extremamente irreais o espectador ainda "engole" a realidade do filme. Mas de novo, penso que foi uma critica ou uma parodia de filmes do genero. Justin Timberlake nao compromete, e é até engraçado.
Essa sketch de Justin Imberlake no SNL foi muito engraçada, e brinca com o filme :
Mesmo não sendo bons, sempre vale a pena assistir filmes assim. As vezes a gente se surpreende e econtra aspectos sonoros interessantes...
Abraços
CH
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
02:37 | Postado por
carlos henrique |
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Le Signifiant Imaginaire : Psychanalyse et Cinéma, Christian Metz (1977).
Le Signifiant Imaginaire é um livro divisor de aguas na teoria cinematografica. Metz parte de ferramentas da linguistica para dar à teoria cinematografica um rigor de ciencia. Ele constroe seu pensamento em cima da sémiotica para desvendar as significaçoes do objeto-cinema. Ele se apoia na psicanalise, nao para "psicanalisar" diretores e personagens, mas para estudar o cinema como significante no dominio do imaginario. Ele disserta sobre questoes tecnologicas, de publico (o que leva o publico ao cinema), etc.
Como vocês sabem, sou meio resistente à analise de arte do ponto de vista da psicanalise. Frases como "a criança que percebe o corpo da mae se encontra constrangido pela via perceptiva de admitir que existem seres humanos desprovidos de penis... ele crê que todos os seres humanos tem todos um penis em sua origem, ele compreende entao que o que ele viu como um efeito de mutilaçao...." nao fazem sentido de um ponto de vista cientifico mesmo fazendo parte de uma linha teorica, com um desenvolvimento relativamente "coerente".
Os capitulos finais do livro sao muito interessantes, e trazem conceitos da analise figural de imagens cinematograficas. Mesmo com suas origens em Freud, essa teoria é muito interessante e seus resultados analiticos se transferem com facilidade para o dominio pratico do cinema (para a realisaçao de um filme, escolha de representaçoes, etc).
Mas textos "psicanaliticos" trazem, para mim, um problema serio : frases longas, vocabulario desnecessariamente rebuscado (para mostrar erudiçao e também para confundior o leitor com teorias "sem sentido"), paragrafos inteiros que poderiam ser resumidos em uma linha, entre outras coisas. Metz nao foje a essa "regra".
No entanto, para quem se interessa em estética de cinema, Le Signifiant Imaginaire é um livro obrigatorio e muito interessante que influencia estudos em cinema até hoje.
Abraços
CH
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Livros : Teoria Cinematografica
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
06:20 | Postado por
carlos henrique |
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O livro realmente marca a literatura especializada ao fazer uma analise do modelo classico de utilizaçao da musica no cinema Hollywoodiano. Gorbman estabele principios gerais, e os classifica em funçoes. Alguns estudos ja haviam feito isso antes, mas nao de uma maneira sistematica como Gorbman faz (Zofia Lissa, em 1959, ja havia feito algo parecido, mais completo na realidade, mas seus estudos nao sao muito conhecidos). Unheard Melodies abre as portas para estudos academicos mais serios sobre o estudo de musica de filme. Varios livros sao publicados logo em seguida, como FLINN, Caryl. Strains of Utopia : Gernder, Nostalgia, and Hollywood Film Music. Princeton: Princeton University Press, 1992., KALINAK, Kathryn. Settling the Score : Music ans the Classical Hollywood Film. Madison: The University of Wisconsin Press, 1992., a segunda ediçao de PRENDERGAST, Roy M. Film Music, A Neglected Art. 2nd ed. New York: W. W. Norton & Company, 1992. BROWN, Royal S. Overtones and Undertones : Reading Film Music. Los Angeles: University of California Press, 1994. CHION, Michel. La musique au cinéma. Edited by Michel CHION. Paris: Fayard, 1995. Entre muitos outros.
Gorbman influenciou também os estudos feitos em psicologia da musica de filme feitos por Annabel Cohen.
Mas mesmo sendo um bom livro, Unheard Melodies ja esta um pouco "datado" e livros mais completos podem ser encontrados.
Mas vale a leitura.
Como presente de natal, aqui vai o PDF do livro : http://www.megaupload.com/?d=GCJ79BW2
Abraços
CH
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Livros : Musica de Filme
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