Criei esse blog para servir de "diario" do meu doutorado. Colocarei aqui livros que estou lendo, sites, artigos, etc. O espaço esta aberto para discussoes, entao sinta-se livre para dar sua opiniao, sugestao de leitura, entre outras coisas.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Um dos primeiros (se nao o primeiro) livros sobre a musique de filme em lingua francesa. 

O livro  Défense et illustration de la musique dans le film foi pulicado em 1963, e foi escrito por Henri Colpi. Colpi é o que eles chamam aqui de monteur, ele faz a ediçao do filme. Mas ele é também roteirista e diretor. 

O livro conta um pouco da historia da musica de filme, de uma maneira leve e um pouco datada (o livro é de 63, o que é normal). Impressiona a quantidade de exemplos e analises feitas pelo o autor, lembrando que em 63 nao havia VHS ou nada para reproduçao de filmes em casa. A unica fonte de pesquisa era ir ao cinema. Ele cita varios filmes, de varias nacionalidades, épocas e generos. 

Interessante também é o "lado da disputa" que Colpi toma. Ele defende o lado do compositor (algo que vai  até os anos 90 na literatura de musica de film...  mas mesmo hoje  existem autores  que vivem essa disputa de prioridades e importancia de cada meio). Ele chega até mesmo a dizer que "desde que haja musica, nao pode havar outro tipo de som, dialogo ou o que quer que seja para atrapalhar o desenvolvimento  da musica"... Nunca vi nenum filme realisado por Colpi, nao posso dizer se o que ele escreve é aplicado  em suas obras.

O livro é o unico que eu conheço que utiliza quase 100 paginas para discutir e analisar filmes musicais. Para ele o  filme musical compreende desde as "comédias musicas" (seriam os musicais da Broadway, os de Gene Kelly, etc), filmes sobre compositores, filmes sobre musicas, e filmes de animaçao (lembrando, que o ano do livro é de 63). 

Boa literatura do ponto de vista historico. Pelo conteudo teorico, existem livros mais interessantes, e mais faceis de encontrar. 

Abraços

CH  
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Um curto documentario para quem quiser descobrir um pouco da obra do animador checo Jiri Trnka.








Vou postando aos poucos suas animaçoes (as que eu encontrar na internet) aqui no blog.

Abraços

CH
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Curta metragem realizado por Jean Painlevé em 1945.

Primeira (uma das primeiras) trilhas sonoras Jazz da historia do cinema.

Clique aqui para ver o filme.

Abraços

CH
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Le crime était presque parfait PosterNo ultimo final de semana fui ver Dial M for Murder (Disque M para matar,1954)  na retrospectiva Hitchcock no instituto lumière. A projeçao teve a presença de Patrick McGillian autor da biografia de Hitchcock "Alfred Hitchcock : une vie d'ombres et lumière". 

O filme é uma das poucas adaptaçoes do teatro feitas por Hitchcock nos EUA (ele ja havia feito varias adaptaçoes na sua carreira na Inglaterra). Hitchcock fazia filmes mais "faceis" e mais baratos enquanto pensava em projetos mais ambiciosos... esse foi o caso de Dial M for Murder. O filme é quase inteiramente filmado em um ambiente so (o apartamento), com atores de baixo custo (Grace Kelly ainda nao era famosa e Ray Milland era "mais barato" que Carry Grant), filmado em estudio, etc. O filme também serviu como um espécie de "laboratorio" ou mesmo de "ensaio" para o filme Rear Window (Janela Indiscreta, 1954)... 

Dial M foi a primeira parceria entre Hitch e Grace Kelly. Eles se deram muito bem (Grace sabia apreciar o humor de Hitchcock e ainda o "divertia" com seus casos amoros com quase todos do elenco...) e passaram toda a produçao do filme a discutir Rear Window

é muito interessante notar as caracteristicas de "diretor de cinema, ou teatro" de alguns atores em algumas situaçoes (personagens que dirigem outros personagens)... e o humor é presente em grande parte do filme. Mesmo o filme sendo uma adaptaçao quase literal da peça de teatro, Hitck emprega sua marca cinematografica e cria um otimo suspense (com bastante humor). 

O filme foi feito para exibiçao em 3D (moda na década de 50... o ciclo esta recomeçando agora, mas acho que este ai vai perdurar). Essas copias, se nao me engano, nao existem mais, pois os mecanismos de projeçao eram bem diferentes desses de hoje... a tela era diferente, em relevo, criando o efeito de 3D... dizem que varias sequencias sao bem interessantes em 3D, como quando Grace Kelly pega a tesoura... em 3D nos temos a impressao que nos, espectadores, é que passamos a tesoura para ela.... nao vi a copia em 3D, esses sao relatos de pessoas que viram o filme em 1954 ! e outras projeçoes nos EUA feitas em festivais....

Vale lembrar que o filme foi um grande sucesso na época, com uma otima arrecadaçao. 

A trilha sonora é do compositor russo Dimitri Tiomkin. Musica quase onipresente, ela apresenta o humor antes do humor "começar"... nao é uma das trilhas mais remarcaveis dos filmes de Hitchcock, um otima musica (claro), mas ao pensar imagem/musica, sua contribuiçao maior é a "injeçao" de humor...

Otimo filme, 

abraços

CH
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Overtones and Undertones : Reading Film Music é um dos livros de referência no estudo da musica de filme. Ele foi publicado em 1994, entao, em relaçao às pesquisas atuais ele é um pouco "datado", mas mesmo assim uma boa leitura. 


O autor analisa alguns films os colocando dentro de um contexto historico e estético importante, considerando principalmente a relaçao entre a musica e a narraçao do filme. 

Questoes de intereçao entre filme e musica, no sentido de um novo significado que emerge dessa relaçao (à la COOK) rodeiam todo o livro, mas nao sao abordadas diretamente. Mas suas analises sao bem interessantes. 

Ele nao se preocupa tanto com a historia da musica de filme, assim como Prendergarst, ou dos métodos de "produçao" e composiçao. Sua preocupaçao é mais estética e do estudo da relaçao musique e filme. Fica subentendido que relaçao se estabelece de diferentes formas : a musica acompanha o filme ; se coloca paralelamente à ele ; integra sua forma ; ou faz parte dele... tudo isso é diferenciado pelo o autor, e cada relaçao tem suas particularidades estéticas e consequencias na narraçao do filme (assim como na percepçao do espectador.... tema nao bem desenvolvido no livro). 

Vale a leitura.

Abraços

CH

ps : meu blogger tem ficado maluco, e tem mudado as cores de letras, tamanhos, etc. sozinho.... vou publicando mesmo assim... até resolver esse problema. 
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