Criei esse blog para servir de "diario" do meu doutorado. Colocarei aqui livros que estou lendo, sites, artigos, etc. O espaço esta aberto para discussoes, entao sinta-se livre para dar sua opiniao, sugestao de leitura, entre outras coisas.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011


Ontem fui ao cinema ver o "fenomeno" frances: Intouchables. Fenomeno porque ele ja é o filme com melhor boxoffice do ano na França (ultrapassando todos os filmes hollywoodianos e outras superproduções americanas). E ainda, parte de sua arrecadação vai para associações que trabalham com a adaptação de casas para deficientes fisicos.

Ele é baseado na historia real de Philippe Pozzo Di Borgo, rico aristrocata que se torna paraplégico apos um acidente de paraglider, e Abdel Sellou, jovem africano (tabu na França) e recem saido da cadeia. Philippe o contrata como seu ajudante à domicilio. O filme, inspirado no documentario à la vie à la mort, 2002, (que conta a historia dos dois) reune esse grande cliché da união de dois mundos distintos que se tocam e influenciam um ao outro. Mas não de uma maneira piegas. Ele é verdadeiro em seus sentimentos, sem forçar a barra. Além de ser muito engraçado, e fazer varias piadas de humor negro com deficientes (outro tabu na França).

A trilha sonora é de Ludovico Einaudi com suas ambiencias ao piano, e repetições eternas. Otima trilha, que separa os dois mundos (da "corte" e do gueto) mas que ao passar por cima dessas barreiras (e por cima da edição, narração, etc) reune os dois personagens.

Otima atuações de Fraçois Cluzet e de Omar Sy.

Trailer:

Um especial da TV francesa contando a vida dos dois:





Bom filme, tomara que chegue no Brasil.

Abraços

CH
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Três comédias romanticas de 2011.



Crazy, Stupid, Love. Poster


Comédia romantica dos mesmos diretores de I Love You Phillip Morris. Ele é cheio de clichés, mas que são expostos propositalmente, o que da um pouco de graça ao filme. Steve Carell esta engraçado como sempre. A musica foi composta pelos mesmos compositores de I Love You Phillip Morris, Christophe Beck, Nick Urata. Mas todos os usos criativos, tanto da musica quanto do som, que vemos em I Love You Phillip Morris, infelizmente nao estao presentes em Crazy, Stupid, Love. Uma pena.




Sex Friends Poster


Ivan Reitman parece estar gostando de mostrar personagens frios, sem sentimentos, ou sem amarras emocionais nos seus ultimos filmes (assim como em Up In The Air, produzido por ele). No Strings... segue a mesma forma de Up In The Air, mas é muito mais previsivel e muito menos criativo (em termos de desenvolvimento narrativo, influencia talvez da otima direçao de Jason Reitman em Up In...). A musica é de John Debney, um otimo compositor, mas que passa batido nesse filme.






Sexe entre amis Poster
A historia se repete: sexo entre amigos que nao da certo. Mas ao contrario de No Strings, Friends... é mais abusado nas piadas e no relacionamente entre os dois protagonistas. Sendo mais pesado, o filme fica bem mais engraçado (e menos forçado) que No strings.... A musica passa batida, mas o propio filme (em uma conversa entre os dois personagens) critica essa relaçao da musica em comédias romanticas. Algumas situaçoes sonoras também sao interessantes, e mostram que mesmo sendo extremamente irreais o espectador ainda "engole" a realidade do filme. Mas de novo, penso que foi uma critica ou uma parodia de filmes do genero. Justin Timberlake nao compromete, e é até engraçado.





Essa sketch de Justin Imberlake no SNL foi muito engraçada, e brinca com o filme :



Mesmo não sendo bons, sempre vale a pena assistir filmes assim. As vezes a gente se surpreende e econtra aspectos sonoros interessantes...

Abraços

CH  

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Le Signifiant imaginaire

Le Signifiant Imaginaire : Psychanalyse et Cinéma, Christian Metz (1977). 


Le Signifiant Imaginaire é um livro divisor de aguas na teoria cinematografica. Metz parte de ferramentas da linguistica para dar à teoria cinematografica um rigor de ciencia. Ele constroe seu pensamento em cima da sémiotica para desvendar as significaçoes do objeto-cinema. Ele se apoia na psicanalise, nao para "psicanalisar" diretores e personagens, mas para estudar o cinema como significante no dominio do imaginario. Ele disserta sobre questoes tecnologicas, de publico (o que leva o publico ao cinema), etc. 

Como vocês sabem, sou meio resistente à analise de arte do ponto de vista da psicanalise. Frases como "a criança que percebe o corpo da mae se encontra constrangido pela via perceptiva de admitir que existem seres humanos desprovidos de penis... ele crê que todos os seres humanos tem todos um penis em sua origem, ele compreende entao que o que ele viu como um efeito de mutilaçao...." nao fazem sentido de um ponto de vista cientifico mesmo fazendo parte de uma linha teorica, com um desenvolvimento relativamente "coerente".

Os capitulos finais do livro sao muito interessantes, e trazem conceitos da analise figural de imagens cinematograficas. Mesmo com suas origens em Freud, essa teoria é muito interessante e seus resultados analiticos se transferem com facilidade para o dominio pratico do cinema (para a realisaçao de um filme, escolha de representaçoes, etc). 

Mas textos "psicanaliticos" trazem, para mim, um problema serio : frases longas, vocabulario desnecessariamente rebuscado (para mostrar erudiçao e também para confundior o leitor com teorias "sem sentido"), paragrafos inteiros que poderiam ser resumidos em uma linha, entre outras coisas. Metz nao foje a essa "regra". 

No entanto, para quem se interessa em estética de cinema, Le Signifiant Imaginaire é um livro obrigatorio e muito interessante que influencia estudos em cinema até hoje. 

Abraços

CH


quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Unheard Melodies: Narrative Film MusicUnheard Melodies: Narrative Film Music (1987) de Claudia Gorbman, é um livro quase impossivel de achar (em biblioteas, ou à venda... a nao ser que você queira pagar mais de 200 euros em um livro usado). Até hoje nao entendi porque ele nunca foi reeditado. Unheard Melodies é, com certeza, o livro  mais citado por todos os autores que escrevem sobre analise de musica de filme.

O livro realmente marca a literatura especializada ao fazer uma analise do modelo classico de utilizaçao da musica no cinema Hollywoodiano. Gorbman estabele principios gerais, e os classifica em funçoes. Alguns estudos ja haviam feito isso antes, mas nao de uma maneira sistematica como Gorbman faz (Zofia Lissa, em 1959, ja havia feito algo parecido, mais completo na realidade, mas seus estudos nao sao muito conhecidos). Unheard Melodies abre as portas para estudos academicos mais serios sobre o estudo de musica de filme. Varios livros sao publicados logo em seguida, como FLINN, Caryl. Strains of Utopia : Gernder, Nostalgia, and Hollywood Film Music. Princeton: Princeton University Press, 1992.,  KALINAK, Kathryn. Settling the Score : Music ans the Classical Hollywood Film. Madison: The University of Wisconsin Press, 1992.,  a segunda ediçao de PRENDERGAST, Roy M. Film Music, A Neglected Art. 2nd ed. New York: W. W. Norton & Company, 1992.  BROWN, Royal S. Overtones and Undertones : Reading Film Music. Los Angeles: University of California Press, 1994.  CHION, Michel. La musique au cinéma. Edited by Michel CHION. Paris: Fayard, 1995. Entre muitos outros. 


Gorbman influenciou também os estudos feitos em psicologia da musica de filme feitos por Annabel Cohen. 


Mas mesmo sendo um bom livro, Unheard Melodies ja esta um pouco "datado" e livros mais completos podem ser encontrados.


Mas vale a leitura. 


Como presente de natal, aqui vai o PDF do livro : http://www.megaupload.com/?d=GCJ79BW2

Abraços

CH

segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Duas lindas animaçoes francesas da década de 30.

De 1934 : 



L'idée de 1932, musica de Arthur Honegger






Abraços

CH
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Twenty Four Frames Under: A Buried History of Film Music de Russel Lack, 1997.

Twenty Four Frames Under: A Buried History of Film Music
Fiquei surpreso com Twenty Four Framer Under. O livro nao é muito conhecido, e nunca tinha visto seu titulo dentro de referencias de outras obras sobre a musica de filme. 

Lack consegue uma boa "mistura" entre a historia e a estética da musica de filme. Ele nao so discute o cinema americano, mas também o cinema ingles e outros cinemas europeus. O que achei interessante, é que mesmo sendo um livro sobre de historia, o autor se preocupa muito mais com as consequencias estéticas vividas em cada época do cinema do que descriçoes de acontecimentos e fatos historicos. Ele analisa também varias correntes de teorias do cinema e seus impactos sobre o estudo da musica de filme, algo bem incomum em textos sobre o assunto.  

Otima leitura.

Abraços

CH
sábado, 12 de novembro de 2011

Programaçao da mostra cinematografica (com obras de Bergman) em Lavras-MG. 




Abraços

CH
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Otimo filme de Adam Elliot, mesmo criador de Mary and Max.









Abraços

CH
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Pequenos desenhos para animar um pouco.




Classicos desenhos musicais da Disney do fim da decada de 20, começo de 30.






Abraços

CH
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Tres comédias recentes e uma comedia/drama de 2009.

Comment tuer son boss? Poster


Achei o filme engraçado, principalmente pelas piadas pesadas sobre sexo e drogas (algo bem incomum em filmes com a publicidade que esse teve). As performances (provavelmente improvisadas) dos tres atores principais, sao bem engraçadas. Kevin Spacey, Colin Farrell, Jamie Foxx e Jennifer Aniston estao otimos também (e sao bem engraçados). A trilha sonora nao chama a atençao. Bom filme para passar o tempo. 





Mes meilleures amies Poster


As comédias americanas recentes estao ficando mais abusadas, e usando muito humor mais "tosco" e pesado (acho que é o efeito de The Hangover). Bridesmaids é meio que o equivalente de The Hangover, mas agora  para mulheres. O filme tem seus lampejos de criatividade, e tem algumas coisas engraçadas, mas no final das contas nao é la tao bom assim como a critica (internacional) tem dito. O que achei legal é que é um filme sem atores super conhecidos e sem atores/atrizes lindos/lindas. O "principe" da historia é o Chris O'Dowd (o Roy da série The It Crowd), algo bem diferente para os padroes americanos/hollywoodianos de "principes". A trilha sonora também passa batida. 




Paul Poster


Os efeitos especiais do filme sao muito bem feitos, o ET é muito engraçado, e bem "real". Muitas, e muitas referencias à filmes de alienigenas (nao vou entrega-las aqui, pois o filme perderia a graça). As piadas sobre religião sao bem engraçadas. As tiradas do alien, sao engraçadissimas também. Bom filme para passar o tempo, mas nao va esperando uma super comédia, ele é engraçado, mas aqueles finais felizes de filme de adolescente dos anos 90 estraga um pouco. Mas mesmo assim da para dar umas boas risadas. A trilha sonora, de novo, passa batida. 





I Love You Phillip Morris Poster


Otima surpresa, muito bom filme. Otimas atuações de Jim Carrey (ok, ele é sempre igual, mas aqui ele estava um pouquinho diferente) e de Ewan McGregor (ele rouba todas as cenas para ele, excelente). Mas o que mais me surpreendeu foi o otimo tratamento do sound design. Uma sequencia em especial. 

No meio do filme, Jim Carrey fala pelo telefone da prisao com Ewan McGregor. Mcgregor esta preso, e Jim Carrey finge ser seu advogado (logo apos ter escapado da cadeia). As falas de McGregor sao filtradas para dar a impressao que ele esta realmente no telefone (aquela "voz de telefone"). Nao importa onde esta a camera, de seu ponto de vista (do seu lado do telefone, onde a voz nao "deveria" ser filtrada, pois a camera esta ao seu lado, entao estamos escutando a voz que "sai da boca" de McGregor, e nao a que sai do telefone) ou do ponto de vista de Carrey (onde logicamente a voz seria filtrada, pois estamos ouvindo a voz que sai do telefone). A voz de McGregor é sempre filtrada, sempre é a voz do telefone. Enquanto a de Carrey ao contrario, nao importa o ponto de escuta, nunca é filtrada, e passeia tanto pelo lado de fora, tanto pelo lado de dentro da prisao. O que faz o "retrato sonoro" de seu personagem, que tem "passagem livre" por todos os lados (dentro e fora da cadeia). E também para McGregor que esta sempre preso, seja na cadeia, seja ao lado de Carrey, fora dela. 

A musica também, principalmente pela a escolha de cançoes pop, sao muito bem utilizadas. Eles refletem o "humor" do personagem no momento que nos as escutamos. E sao interrompidas, abruptamente, assim como os personagens o sao dentro do filme. Ela segue o estado de espirito do personagem ali no momento (por exemplo, quando Carrey celebra sozinho em seu escritorio, e é interrompido pelo seu chefe, a musica também se interrompe no momento em que o chefe entra na sala). 

Esses sao so dois exemplos, mas o filme é recheado de outros iguais a esses. Otimo trabalho de Paul Urmson. Seu trabalho é tao importante, que seu nome é o terceiro a aparecer nos creditos finais, com o destaque para sound designer (podemos contar nos dedos filmes onde os sound designers sao apresentados assim). 

Para quem se interessa em som no cinema, esse filme é um otimo exemplo, recente, de como uma construçao criativa do som pode ajudar, ou amplificar os sentidos das imagens e da historia.


Abraços

CH
terça-feira, 11 de outubro de 2011
O Festival Lumière acabau domingo. Foi uma semana bem cheia. Na segunda vi The Artist (ja escrevi um pouco sobre ele).

Terça feira :

Hadaka no shima (The Naked Island, 1960, Kaneto Shindô).

Filme japones muito bonito sobre a vida de uma familia que mora em uma ilha. Ele nao tem dialogos, so sons e musica (e alguns gritos). Musica (composta por Hikaru Hayashi) com tema bem repetitivo assim como a historia do filme.

O filme foi apresentado por Benicio Del Toro, grande apreciador da obra de Shindô e que tem um projeto de restaurar, e divulgar, filmes antigos da regiao caribenha (acho que poucas pessoas esperariam isso de um grande ator de blockbusters americanos).

Quarta feira :

Les quatre cavaliers de l'apocalypse Poster


Cine concerto com a orquestra nacional de Lyon. O filme é um drama com toques de comédia. Otimo filme. A musica apresentada pela a orquestra foi a da versao restaurada, composta por Carl Davis. Ele segue varios aspectos de como a musica poderia ter sido composta em 1921, mas acho que por isso ela falta um pouco de criatividade, no sentido de uma composiçao de "algo seu". Pode ter sido a comanda.... nao sei. A musica faz varias citaçoes à musicas da época, e cita tal e qual alguns hinos (com o da França). Tirando isso, ela foi muito bem orquestrada, e bem apresentada pela a orquestra.  

Quinta feira :

Pela manha a cinemateca de Bologna apresentou varios filmes mudos em cores. Fantastico. A musica foi improvisada ao piano ("ao vivo"). Nao gostei das escolhas do musico, mas no geral foi bom. Descobri depois que ele so pôde ver os filmes poucos dias antes da apresentaçao, e assim nao conseguiu preparar quase nada. Isso explica um pouco algumas escolhas comodas (pouca variaçao tematica, ritmica, etc).

Os filmes foram (fiz um Ctrl C + Ctrl V do site) :


Traversée des Alpes françaises en automobile
France, 1911, 5min, teintures et vitrages, format 1.33
Production : Gaumont
Cinémathèque de Bologne, Cinémathèque Royale de Belgique

Les Bords de la Tamise d’Oxford à Windsor(Sul Tamigi)
France, 1914, 6min, pochoir, format 1.33
Production : Éclectic-Films
Distribution : Pathé Frères
Cinémathèque de Bologne

Danse serpentine
France, 1896, 2min, colorié à la main, format 1.33
Cinémathèque de Bologne
Le Tango
France, 1905, 3min, colorié à la main, format 1.33
Réalisation : Alice Guy
Production : Gaumont
Cinémathèque de Bologne

Le Spectre rouge
Francia, 1907, 9min, pochoir, format 1.33
Réalisation et trucages : Segundo de Chomón
Interprétation : Julienne Mathieu
Production : Pathé Frères
Musée national du cinéma de Turin et Cinémathèque de Bologne
Les Floraisons (La fioritura dei lillà)
Francia, 1912, 5min, pochoir, format 1.33
Production : Pathé Frères
Cinémathèque de Bologne
Bébé nègre
Francia, 1911, 6min, couleur, format 1.33
Réalisation : Louis Feuillade
Interprétation : René Dary
Fondation de la Cinémathèque allemande, Gaumont Pathé Archives
Mammifères américains : paca, coati, tatous, maras (Mammiferi americani)
Francia, 1914, 5min, pochoir, format 1.33
Production : Pathé Frères
Cinémathèque de Bologne
Coiffures et types de Hollande (Cuffie della frisia)
Francia, 1910, couleur
Production : Pathé
Intertitres italiens
Cinémathèque de Bologne
Dans l'hellade
France, 1909, 7min, Noir et blanc et pochoir, format 1.33
Réalisation : Charles Decroix
Interprétation : Stacia Napierkowska
Cinémathèque de Bologne
Magie moderne
France, 1908, 2min, pochoir, format 1.33
Réalisation, photo, trucages : Segundo de Chomón
Interprétation : Julienne Mathieu
Production : Pathé Frères
Musée national du cinéma de Turin
Festa pirotecnica nel cielo di londra
Grande Bretagne, 1911, 4min, couleur, format 1.33
Production : Urban
Musée national du cinéma de Turin

Le Tango
France, 1905, 3min, colorié à la main, format 1.33
Réalisation : Alice Guy
Production : Gaumont
Cinémathèque de Bologne



Le dernier métro Poster
De tarde vi Le Dernier Métro (1980, François Truffaut)


Otimo filme, com Gérard Depardieu e Catherine Deneuve. A historia se passa no momento da invasao alemã na França. Momento vivido por François Truffaut quando era criança, talvez por isso o tom nostalgico do filme. Foi a primeira vez que Depardieu e Deneuve fazem um filme juntos (eles fazem 8 depois desse). Otima atuaçao dos dois. A musica foi composta por Georges Delerue.





Sexta feira :

Wings Poster
Pela manha vi um cine concerto de Wings (1927, de William Wellman).


Otimo filme. As cenas de combate aereo, sao simplemente fantasticas (realmente as melhores ja filmadas). Wellman foi piloto durante a guerra de 1914-1918, sendo condecorado e tudo mais (para conseguir "se homologar" o piloto deveria abater X avioes, pousar, retirar alguns papeis do aviao inimigo, o que comprovaria seu feito... o que Wellman fez !). O filme acaba sendo uma homenagem à amigos da época, e tudo que se passa no filme foi vivido por Wellman. A musica foi improvisada/composta ao piano (ao vivo) por Thomas Parle (que tocou sem parar por mais de 2h !). Muito boa por sinal, com otimas escolhas, citaçoes e mais pessoal que a do Quatro Cavaleiros do Apocalipse.

De noite foi a maratona de filmes de ciencia de ficçao, vi :

Le voyage dans la Lune, 1902 de Méliès.

Copia colorida. A musica foi composta pelo o grupo Air. Muito moderna, nao gostei. O filme perde todo o clima. Em alguns momentos parecia um video clip de music psicodelica dos anos 70, o que seria interessante, nao fosse o contexto do filme e tudo mais. Sem a narraçao também, fica um pouco estranho.

Soleil vert Poster


Otimo filme que mostra o que virou o mundo apos anos de poluiçao e destruiçao pelo homem. Musica original de Fred Myrow.









District 9 Poster


Primeiro longa metragem de Neill Blomkamp. Otimo filme, com criticas sociais pesadas (algo muito raro em blockbusters como esse).  Musica por Clinton Shorter.
   








La machine à explorer le temps Poster


Classico filme de ficçao. Vê-lo na grande tela, com um otimo som foi bem interessante. Musica de Russell Garcia.








2001, l'odyssée de l'espace Poster


Ver esse filme em tela grande e com um otimo som é impressionante. 2001 mudou a historia do cinema, fazendo um filme visual, com uma narrativa "flutuante" e sentidos que cada um pode interpretar de uma maneira. Genial.








Sabado :

Une étoile est née Poster


O filme foi produzido por David Selznick, entao nao tem como o filme ter muitas caracteristicas de seus diretores (suas produçoes sao sempre conduzidas com braço de ferro). A musica é de Max Steiner, um dos compositores mais importantes de musica de filme nese primeiro momento do cinema sonoro (tendo feito escola), falarei dentre em um futuro post.

O filme é um drama com toques bem comicos (sendo bem engraçado as vezes). Ele também cria o personagem de assessor de imprensa cinico, de tiradas diretas que sera copiado e muitas vezes repetido dali em diante.



Esse ano deu para aproveitar bastante o festival.

Agora é esperar o proximo.

Abraços,

CH
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Começou segunda feira o III festival Lumière de cinéma.

No cardapio : varias projeçoes, palestras, homenagens, muitos convidados, e outras coisas que você pode conferir ai no site.

The ArtistSegunda foi a abertura oficial, com a projeçao de The Artist (2011, de Michel Hazanavicius) , filme sensaçao do festival de Cannes desse ano. A projeçao contou com a presença do produtor, o diretor, e os atores principais do filme (Jean Dujardin et Bérénice Bejo). Ela aconteceu na Halle Tony Garnier, aqui em Lyon. A Halle Tony Garnier é um espaço para feiras, espetaculos, etc. (usando metade da "sala", nos eramos 4 mil pessoas à prestigiar a abertura !! Isso tudo com uma otima imagem e um otimo som).

The Artist foi feito em preto e branco e mudo (em 2011 !!). O filme conta com otimas atuaçoes, uma bonita historia, uma musica muito boa (composta por Ludovic Bource), enfim, o filme é lindo e emocionante.

Um parenteses na trilha sonora : muitas citaçoes de temas conhecidos, como o tema de amor de Vertigo (composto por Bernard Herrmann), senao me falha a memoria... fiquei meio sem entender.

A historia acontece no momento da passagem do filme mudo para o "falante" (entre 1927 e 1928), e trabalha de maneira muito inteligente com isso.

Espero que o filme chegue ao Brasil, pois vale muito a pena ver The Artist.

Com certeza um dos melhores filmes de 2011 (pelo menos o mais criativo).

Durante a semana vou contando o que vi por aqui.

Abraços

CH
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Esthétique du cinéma

Esthétique du cinéma (Dominique Chateau) é uma boa leitura introdutoria sobre o estudo da estética no cinema. O livro é também (ou principalmente) uma introduçao ao estudo da estética "em geral". Questoes da "historia da estética", de gosto, etc. sao analisadas sob varios pontos de vista. De um pensamento geral sobre a estética, o autor mostra como isso pode ser aplicado ao cinema (em uma parte relativamente pequena do livro). 

Vale muito pela bibliografia do fim também.

Abraços

CH

segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Ja tem um tempo vi The Fall of the House of Usher, de 1960. Procurei saber se existiam outras versoes, e me deparei com varias delas :

La chute de la maison Usher PosterThe Fall of the House of Usher 1928 de Jean Epstein.

Nao consegui colocar o video aqui, entao ai vai o link para o youtube : http://youtu.be/7cBS-RY9UUU

Versao com a trilha sonora restaurada.











The Fall of the House of Usher 1929



Versao francesa, também com trilha adicionada.


The Fall of the House of Usher 1949

Nao consegui achar.

La chute de la maison Usher PosterThe Fall of the House of Usher 1960 , de Roger Corman.

O filme conta com Vincent Price em otima forma.  Otima trilha sonora composta por Les Baxter.

Otimo filme.











The Fall of the House of Usher 1979

Encontrei no youtube ( http://youtu.be/tNLWpkXEMDA ) mas ainda nao tive tempo de ver.

The Fall of the House of Usher 1982




The House of Usher 1989 de Alan Birkinshaw.

Também nao consegui achar.


The House of Usher PosterThe House of Usher (2006) de Hayley Cloake

Encontrei, mas também nao tive tempo de ver.













Encontrei poucas informaçoes no IMDb de varios desses filmes. Quem tiver algum, tiver informaçoes, ou conhecer outras versoes, fique à vontade para compartilhar.

Abraços

CH
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Sexta feira (dia 09/09) estive em Paris para a Jornada Doutoral da Afeccav, que acontece de dois em dois anos. A Afeccav é a associaçao francesa de professores e pesquisadores de cinema e audiovisual. Esse ano a jornada aconteceu na Paris 7.

Nao pude apresentar a minha pesquisa, pois somente doutorandos que possuem o segundo ano de tese ja terminados podem apresentar.

O programa da jornada, entre outras informaçoes:

http://www.afeccav.org/

abraços

CH
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Ola pessoal,

cheguei ontem do Brasil e tentarei postar com bastante frequencia para poder deixar o blog em dia.

A primeira coisa é : saiu a programaçao do festival Lumière de cinema :

http://www.festival-lumiere.org/

Muita coisa legal, vale a pena conferir (o filme da abertura sera The Artist, film frances "mudo" feito agora, em 2010, que esteve em Cannes e ganhou varios premios)

Coloco pouco a pouco o que for vendo aqui no blog.

Abraços

CH
domingo, 17 de julho de 2011
Hearing the Movies : music and sound in the film history é um livro bem didatico que aborda o estudo (principalmente analise) de musica e som no cinema. Os autores constroem os capitulos de uma  maneira gradativa (descriçao, possiveis suportes teoricos, contexto historico, etc), mostrando "como escrever" uma analise e dao "dicas" de como fazer resumos, criticas, artigos, etc. O livro também conta com discussoes mais gerais, como a historia do som no cinema, da musica etc.

Existe também um suporte online (bem desatualizado) mas que vale a pena dar uma olhada. 

Um bom livro.  


Abraços

CH
domingo, 26 de junho de 2011
Ando um pouco sumido, mas a culpa é do final de ano aqui na França. Tenho que entregar muitos papéis (administrativos, cientificos, etc), arrumar minha viagem para o Brasil (cheguei na França em 2008 e nunca mais fui ao Brasil, vou aproveitar esse ano para poder passar as férias com familia e amigos que nao vejo ha tempos) e estava organizando uma leitura para uma conferencia.

A conferencia foi organizada pela European Network for Cinema and Media Studies (NECS) e teve como tema : Sonic Futures: Soundscapes and the Languages of Screen Media.  Esse ano ela foi realizada em Londres. 


Apresentei uma analise que fiz junto com meu diretor de tese (Martin Barnier).

O artigo se chama : The Revenge of Frankenstein (1958), Musical and Sound Analysis.

Assim que  for publicado, posto aqui no blog.

Eu e Martin Barnier

Apresentando o artigo.

Com essa viagem ao Brasil (férias + trabalho, porque nao posso parar) tentarei postar pelo menos uma vez por semana... sera um pouco complicado, mas tentarei deixar o blog atualizado nesses proximos 2 meses. 

Abraços

CH
quinta-feira, 16 de junho de 2011

Un art sonore, le cinéma
Outro livro de Michel Chion dedicado ao som no cinema. Un art sonore, le cinéma : histoire, esthétique, poétique é quase uma mistura de l'audio vision, la voix au cinéma, e la musique au cinéma. Chion examina questoes estéticas e historicas da voz (em todas as suas formas), do som e musica no cinema. Varias analises (grandes, pequenas, capitulos inteiros dedicados à elas, etc) sao feitas no decorrer do livro. 


Para quem se interessa em conhecer um pouco mais desse mundo estético do som (voz, sons e musica) no cinema, o livro é uma leitura bem interessante.


Para quem nao lê em franês, existe uma versao em ingles. 

Abraços

CH 
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Filmes 2000 Express, breves comentarios  :

Psycho Beach Party Poster


Pelo nome eu ja deveria saber que nao seria um bom filme. Queria ver uma comédia e acabei "caindo" em cima desse filme. O filme é cheio de citaçoes (de filmes da decada de 60, musica, etc). A trilha foi composta por Ben Vaughn. Nao recomendo muito nao.

Me parece que ele é uma parodia desse filme,  que nao tive a coragem de ver...





Quase tudo nesse filme me surpreendeu. O desenrolar da historia é bem interessante (nao vou contar aqui, vocês ja sabem porque), saindo um pouco dos clichés Hollywoodianos. A fotografia é bem interessante também, com pouco contraste entre cores (o que "casa" bem com a historia e o perfil da personagem principal). A (boa) atuaçao de Jennifer Aniston (que em 2002 ainda fazia Friends) que viveu sempre os mesmos papeis no cinema, mas que nesse filme mostra que ela nao é so a "namorada" da América. A musica passa batido, mas isso porque ela nao tem uma "funçao narrativa importante", fazendo algumas trasnsiçoes e estabelecendo alguns humores. Mas quando ela aparece ela é repetitiva e às vezes monotona (também de acordo com a historia... ela foi composta por Stephen Thomas Cavit e Andrew Gross). Mas o que eu realmente gostei foram os sons. Durante o começo do filme, quando a personagem esta "fechada" em seu mundo depressivo raramente ouvimos sons de ambiente, como passaros, buzinas, sirenes, etc (clichés cinématograficos para "apresentar" cidade, ou um ambiente citadino). As ambiencias foram pensadas em relaçao à "evoluçao" da personagem, ou ao seus estados psicologicos (nao como escutas subjetivas, mas como representaçao de sua vida). Realmente iteressante o sound designer do filme (coordenado por Christopher Sheldon e Dane A. Daves).        



Harry Potter à l'école des sorciers Poster


Filme de narraçao "hiper-classica" (que vamos ver assim que tiver mais tempo para postar direitinho um texto sobre isso). Ele é também bem laranja e azul (como postei aqui), algo que realmente me incomoda. A musica é de John Williams, e seus belos (e numerosos) leitmotifs (bem classico). Mas é um bom filme, se nao tivermos outra coisa para fazer.






Jeux de gangs Poster


O filme nao é bom, e nao me faz falta nao me lembrar dos detalhes de som e musica dele. Acho que o filme so é conhecido por ter cenas bem quentes com a Anne Hathaway. A trilha sonora, que nao me lembro, é de Cliff Martinez.







Mr. & Mrs. Smith Poster


Ainda nao tive tempo de ver a versao de Hitchcock de 1941, mas tenho certeza que é muito melhor que essa de 2005. Pessimo filme, com atuaçoes questionaveis de todos os atores. Uma coisa interessante foi o tango na trilha sonora (mas algo meio obvio também, em se tratando de um filme com briga de casal). A trilha foi composta por John Powell, um compositor que gosto bastante (ele fez a trilha de Shrek por exemplo).





Pirates des Caraïbes - Le secret du coffre maudit Poster


Acho que dos blockbusters atuais (depois de 2000) a franquia de Piratas do Caribe é a melhor (nao vem nenhum outro nome melhor). O segundo filme segue a mesma linha do primeiro. A musica é de Hans Zimmer, e mesmo usando o tema do primeiro filme, ele nao consegue manter o mesmo nivel de interesse (a musica é muito bem feita, nao me entandam mal) do primeiro filme (em sua utilizaçao, desenvolvimento, etc).





Avatar Poster


Um bolo de clichés. Se pegarmos a historia de Pocahontas e mudarmos somente os nomes das pessoas, do planeta e do metal teremos a mesma coisa. A trilha sonora (nada inspirada) é de James Horner (que sempre faz boas trilhas, mas que escorregou nessa). O tema de amor tem o mesmo intervalo inicial do tema de Titanic (composta pelo mesmo James Horner... e filme do mesmo James Cameron...). O filme também é bem laranja e azul (algo, que vocês ja sabem, me irrita muito). A reuniao de clichés ajuda a explicar o porque desse filme ter sido o mais visto da historia do cinema (a gente normalmente prefere o que nos é familiar... algo que um dia explicarei aqui também).




Be Bad! Poster


Mais um filme com Michel Cera no mesmo papel de sempre. A historia do filme me interessou (e o trailer também) mas o filme é bem razoavel. Nao me lembro de muita coisa (vi o filme ja tem um tempo). A trilha é de John Swihart (que faz muitas coisas para TV).






Love, et autres drogues Poster

O filme é divertido até mais ou menos o final de seu segundo terço. Dai para frente é ladeira a baixo. A trilha é de James Newton Howard, que normalmente faz trilhas remarcaveis (com bons temas, etc), mas que dessa vez passou batido.








Inception Poster


Otimo filme do sempre bom Christopher Nolan. A musica é de Hans Zimmer, um compositor que gosto muito mas que nao consigo lembrar qual foi sua ultima boa trilha sonora (acho que foi a de Batman...). A trilha de Inception nao é interessante como suas trilhas mais antigas (uma vez vi uma reportagem sobre seu estudio, e sao 5 compositores diferentes trabalhando para ele, e que ele nao faz todas as trilhas que sao creditadas como sendo suas... algo que lembra um pouco a maneira de como se eram creditados compositores, principalmente os diretores musicais, na era dos estudios).





Abraços

CH
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Essa serie de reportagens foi feita nos anos 90, mas infelizmente nao foi tao longe (so conheço sobre Bernard Herrmann, que ja postei aqui, essa de Jerry Goldsmith). Mas vale a pena dar uma olhada.



















Mais uma entrevista (que nao faz parte de Film Music Masters):



Abraços

CH
quarta-feira, 8 de junho de 2011

La Musique au cinema (Les Chemins de la musique) (French Edition)La musique au cinéma é mais um livro de Michel Chion sobre o som no cinema. Esse (claro) dedicado à musica. Os primeiros capitulos do livro sao dedicados à historia da musica no cinema (heranças, tecnologia, estética, usos, etc). Depois Chion mostra os usos da musica, como metafora, motivo, tema (a musica, ou compositores que sao o fio condutor da historia), funçoes, etc. Ele se basea muito nas pesquisas de Claudia Gorbman. Ele traz também um pouco da historia da musica no cinema frances (e nao so do cinema americano).

Chion sempre aproxima estudos de musica e de estética de filme, algo bem interessante e enriquecedor.

No final do livro ele traz um capitulo com algumas biografias dos principais compositores de trilhas sonoras, assim como alguns diretores importantes. Ele faz também uma "linha do tempo" com os principais filmes, ou principais marcos historicos, desde 1985 até 1995. 

Otimo livro. 

Abraços

CH 
domingo, 5 de junho de 2011

Film Express : varios filmes horripilantes. 


Le cabinet du docteur Caligari Poster


Grande classico do cinema. A trilha sonora original foi composta por Giuseppe Becce (que também escreveu livros sobre como utilizar musica no cinema mudo, com partituras com indicaçoes de situaçoes e humor) mas vi a versao de 1996 com trilha de Timothy Brock. A musica me incomodou muito (apesar de muito bem feita). Bom, o filme é obrigatorio, nao importa qual a versao da trilha sonora. Nao sei se a trilha original ainda existe...





Le chat noir Poster


Mais um filme de terror com Boris Karloff e Bela Lugosi. O filme é baseado no conto de mesmo nome de Edgar Allan Poe (beseado de longe, bem longe).  A musica foi composta e adaptada (toccata e fuga em ré menor, BWV. 565 de Bach) por Heinz Roemheld.







La fiancée de Frankenstein Poster


Continuaçao de Frankenstein de 1931. A historia continua de onde parou e com quase o mesmo elenco do primeiro filme (com Boris Karloff novamente como a criatura). A trilha sonora é muito interessante (o filme se apoia bastante nela) e foi composta por Franz Waxman. Essa foi a primeira grande trilha sonora composta por Waxman, que foi um dos principais compositores das decadas de 30 e 40. A trilha de The Bride of Frankenstein contribuiu bastante para a construçao da "linguagem musical" classica do cinema americano. O som do filme também é muito interessante, e nele podemos ver grande parte das "convençoes" estéticas contruidas no começo dos anos 30, e também outras que viriam a ser praticadas em seguida.



La malédiction des hommes-chats Poster


Mais uma produçao de Val Lewton. The Curse... é a continuaçao de Cat People (de 1942). O elenco principal é o mesmo do primeiro filme. Assim como o compositor Roy Webb (o tema principal também é o mesmo).








Le récupérateur de cadavres Poster


Mais um filme de terror de Val Lewton, com Boris Karloff (no papel de "vilao") e uma pontinha de Bela Lugosi. O filme é bem interessante com pouquissimos efeitos sonoros, mas com motivos (também sonoros) bem claros. Um filme muito bom, talvez o melhor das produçoes de Val Lewton. A musica, mais uma vez, é de Roy Webb (e seus leitmotifs, aberturas, etc). 





Dracula Poster


Classico Hammer. Depois do sucesso de The Curse of Frankenstein, a Hammer começou a lançar varios filmes de monstros (em cores, com bastante sensualidade, e sangue, muito sangue). Mais uma grande parceria do cinema : Peter Cushing (Van Helsing)  e Christopher Lee (Conde Dracula). A maneira como Fisher apresenta o Conde Dracula é genial. Se nao me engano foi a primeira vez que vapiros foram representados com os grandes caninos. E a cena em que eles sao mostrados, em grande plano, e com a boca de Dracula com muito sangue, devia ser chocante na decada de 50. A trilha sonora é de Jamer Bernard (com seu motivo "dra-cu-la" assim como ele fez em "fran-kens-tein"). A orquestraçao é alucinante (marca registrada de Bernard), com varios leitmotif, abertura, etc. 


Les griffes de la nuit Poster


Classico de um dos mestres do terror : Wes Craven. A direçao é genial, mas  slashers "sao todos iguais" : varios adolescentes morrem e so sobrevive à menina pura, virgem (e a unica que nao pensa em "sacanagem" durante todo o filme). Otimo filme. O engraçado é ver o Johnny Deep novinho. Amusica é de Charles Bernstein e seus interminaveis glissandos (otima trilha).  





Abraços


CH
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