segunda-feira, 24 de outubro de 2011
06:19 | Postado por
carlos henrique |
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Tres comédias recentes e uma comedia/drama de 2009.

Achei o filme engraçado, principalmente pelas piadas pesadas sobre sexo e drogas (algo bem incomum em filmes com a publicidade que esse teve). As performances (provavelmente improvisadas) dos tres atores principais, sao bem engraçadas. Kevin Spacey, Colin Farrell, Jamie Foxx e Jennifer Aniston estao otimos também (e sao bem engraçados). A trilha sonora nao chama a atençao. Bom filme para passar o tempo.

As comédias americanas recentes estao ficando mais abusadas, e usando muito humor mais "tosco" e pesado (acho que é o efeito de The Hangover). Bridesmaids é meio que o equivalente de The Hangover, mas agora para mulheres. O filme tem seus lampejos de criatividade, e tem algumas coisas engraçadas, mas no final das contas nao é la tao bom assim como a critica (internacional) tem dito. O que achei legal é que é um filme sem atores super conhecidos e sem atores/atrizes lindos/lindas. O "principe" da historia é o Chris O'Dowd (o Roy da série The It Crowd), algo bem diferente para os padroes americanos/hollywoodianos de "principes". A trilha sonora também passa batida.

Os efeitos especiais do filme sao muito bem feitos, o ET é muito engraçado, e bem "real". Muitas, e muitas referencias à filmes de alienigenas (nao vou entrega-las aqui, pois o filme perderia a graça). As piadas sobre religião sao bem engraçadas. As tiradas do alien, sao engraçadissimas também. Bom filme para passar o tempo, mas nao va esperando uma super comédia, ele é engraçado, mas aqueles finais felizes de filme de adolescente dos anos 90 estraga um pouco. Mas mesmo assim da para dar umas boas risadas. A trilha sonora, de novo, passa batida.

Otima surpresa, muito bom filme. Otimas atuações de Jim Carrey (ok, ele é sempre igual, mas aqui ele estava um pouquinho diferente) e de Ewan McGregor (ele rouba todas as cenas para ele, excelente). Mas o que mais me surpreendeu foi o otimo tratamento do sound design. Uma sequencia em especial.
No meio do filme, Jim Carrey fala pelo telefone da prisao com Ewan McGregor. Mcgregor esta preso, e Jim Carrey finge ser seu advogado (logo apos ter escapado da cadeia). As falas de McGregor sao filtradas para dar a impressao que ele esta realmente no telefone (aquela "voz de telefone"). Nao importa onde esta a camera, de seu ponto de vista (do seu lado do telefone, onde a voz nao "deveria" ser filtrada, pois a camera esta ao seu lado, entao estamos escutando a voz que "sai da boca" de McGregor, e nao a que sai do telefone) ou do ponto de vista de Carrey (onde logicamente a voz seria filtrada, pois estamos ouvindo a voz que sai do telefone). A voz de McGregor é sempre filtrada, sempre é a voz do telefone. Enquanto a de Carrey ao contrario, nao importa o ponto de escuta, nunca é filtrada, e passeia tanto pelo lado de fora, tanto pelo lado de dentro da prisao. O que faz o "retrato sonoro" de seu personagem, que tem "passagem livre" por todos os lados (dentro e fora da cadeia). E também para McGregor que esta sempre preso, seja na cadeia, seja ao lado de Carrey, fora dela.
A musica também, principalmente pela a escolha de cançoes pop, sao muito bem utilizadas. Eles refletem o "humor" do personagem no momento que nos as escutamos. E sao interrompidas, abruptamente, assim como os personagens o sao dentro do filme. Ela segue o estado de espirito do personagem ali no momento (por exemplo, quando Carrey celebra sozinho em seu escritorio, e é interrompido pelo seu chefe, a musica também se interrompe no momento em que o chefe entra na sala).
Esses sao so dois exemplos, mas o filme é recheado de outros iguais a esses. Otimo trabalho de Paul Urmson. Seu trabalho é tao importante, que seu nome é o terceiro a aparecer nos creditos finais, com o destaque para sound designer (podemos contar nos dedos filmes onde os sound designers sao apresentados assim).
Para quem se interessa em som no cinema, esse filme é um otimo exemplo, recente, de como uma construçao criativa do som pode ajudar, ou amplificar os sentidos das imagens e da historia.
Abraços
CH
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
09:45 | Postado por
carlos henrique |
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O Festival Lumière acabau domingo. Foi uma semana bem cheia. Na segunda vi The Artist (ja escrevi um pouco sobre ele).
Terça feira :
Hadaka no shima (The Naked Island, 1960, Kaneto Shindô).
Filme japones muito bonito sobre a vida de uma familia que mora em uma ilha. Ele nao tem dialogos, so sons e musica (e alguns gritos). Musica (composta por Hikaru Hayashi) com tema bem repetitivo assim como a historia do filme.
O filme foi apresentado por Benicio Del Toro, grande apreciador da obra de Shindô e que tem um projeto de restaurar, e divulgar, filmes antigos da regiao caribenha (acho que poucas pessoas esperariam isso de um grande ator de blockbusters americanos).
Quarta feira :

Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse (The four Horsemen of the Apocalypse, 1921, Rex Ingram - Kevin Brownlow, David Gill da versao restaurada)
Cine concerto com a orquestra nacional de Lyon. O filme é um drama com toques de comédia. Otimo filme. A musica apresentada pela a orquestra foi a da versao restaurada, composta por Carl Davis. Ele segue varios aspectos de como a musica poderia ter sido composta em 1921, mas acho que por isso ela falta um pouco de criatividade, no sentido de uma composiçao de "algo seu". Pode ter sido a comanda.... nao sei. A musica faz varias citaçoes à musicas da época, e cita tal e qual alguns hinos (com o da França). Tirando isso, ela foi muito bem orquestrada, e bem apresentada pela a orquestra.
Quinta feira :
Pela manha a cinemateca de Bologna apresentou varios filmes mudos em cores. Fantastico. A musica foi improvisada ao piano ("ao vivo"). Nao gostei das escolhas do musico, mas no geral foi bom. Descobri depois que ele so pôde ver os filmes poucos dias antes da apresentaçao, e assim nao conseguiu preparar quase nada. Isso explica um pouco algumas escolhas comodas (pouca variaçao tematica, ritmica, etc).
Os filmes foram (fiz um Ctrl C + Ctrl V do site) :
Traversée des Alpes françaises en automobile France, 1911, 5min, teintures et vitrages, format 1.33 Production : Gaumont Cinémathèque de Bologne, Cinémathèque Royale de Belgique Les Bords de la Tamise d’Oxford à Windsor(Sul Tamigi) France, 1914, 6min, pochoir, format 1.33 Production : Éclectic-Films Distribution : Pathé Frères Cinémathèque de Bologne Danse serpentine France, 1896, 2min, colorié à la main, format 1.33 Cinémathèque de Bologne Le Tango France, 1905, 3min, colorié à la main, format 1.33 Réalisation : Alice Guy Production : Gaumont Cinémathèque de Bologne Le Spectre rouge Francia, 1907, 9min, pochoir, format 1.33 Réalisation et trucages : Segundo de Chomón Interprétation : Julienne Mathieu Production : Pathé Frères Musée national du cinéma de Turin et Cinémathèque de Bologne | |
Les Floraisons (La fioritura dei lillà) Francia, 1912, 5min, pochoir, format 1.33 Production : Pathé Frères Cinémathèque de Bologne | ![]() |
Bébé nègre Francia, 1911, 6min, couleur, format 1.33 Réalisation : Louis Feuillade Interprétation : René Dary Fondation de la Cinémathèque allemande, Gaumont Pathé Archives | |
Mammifères américains : paca, coati, tatous, maras (Mammiferi americani) Francia, 1914, 5min, pochoir, format 1.33 Production : Pathé Frères Cinémathèque de Bologne | ![]() |
Coiffures et types de Hollande (Cuffie della frisia) Francia, 1910, couleur Production : Pathé Intertitres italiens Cinémathèque de Bologne | ![]() |
Dans l'hellade France, 1909, 7min, Noir et blanc et pochoir, format 1.33 Réalisation : Charles Decroix Interprétation : Stacia Napierkowska Cinémathèque de Bologne | ![]() |
Magie moderne France, 1908, 2min, pochoir, format 1.33 Réalisation, photo, trucages : Segundo de Chomón Interprétation : Julienne Mathieu Production : Pathé Frères Musée national du cinéma de Turin | ![]() |
Festa pirotecnica nel cielo di londra Grande Bretagne, 1911, 4min, couleur, format 1.33 Production : Urban Musée national du cinéma de Turin | ![]() |
Le Tango France, 1905, 3min, colorié à la main, format 1.33 Réalisation : Alice Guy Production : Gaumont Cinémathèque de Bologne |

De tarde vi Le Dernier Métro (1980, François Truffaut)
Otimo filme, com Gérard Depardieu e Catherine Deneuve. A historia se passa no momento da invasao alemã na França. Momento vivido por François Truffaut quando era criança, talvez por isso o tom nostalgico do filme. Foi a primeira vez que Depardieu e Deneuve fazem um filme juntos (eles fazem 8 depois desse). Otima atuaçao dos dois. A musica foi composta por Georges Delerue.
Sexta feira :

Pela manha vi um cine concerto de Wings (1927, de William Wellman).
Otimo filme. As cenas de combate aereo, sao simplemente fantasticas (realmente as melhores ja filmadas). Wellman foi piloto durante a guerra de 1914-1918, sendo condecorado e tudo mais (para conseguir "se homologar" o piloto deveria abater X avioes, pousar, retirar alguns papeis do aviao inimigo, o que comprovaria seu feito... o que Wellman fez !). O filme acaba sendo uma homenagem à amigos da época, e tudo que se passa no filme foi vivido por Wellman. A musica foi improvisada/composta ao piano (ao vivo) por Thomas Parle (que tocou sem parar por mais de 2h !). Muito boa por sinal, com otimas escolhas, citaçoes e mais pessoal que a do Quatro Cavaleiros do Apocalipse.
De noite foi a maratona de filmes de ciencia de ficçao, vi :
Le voyage dans la Lune, 1902 de Méliès.
Copia colorida. A musica foi composta pelo o grupo Air. Muito moderna, nao gostei. O filme perde todo o clima. Em alguns momentos parecia um video clip de music psicodelica dos anos 70, o que seria interessante, nao fosse o contexto do filme e tudo mais. Sem a narraçao também, fica um pouco estranho.

Otimo filme que mostra o que virou o mundo apos anos de poluiçao e destruiçao pelo homem. Musica original de Fred Myrow.

Primeiro longa metragem de Neill Blomkamp. Otimo filme, com criticas sociais pesadas (algo muito raro em blockbusters como esse). Musica por Clinton Shorter.

Classico filme de ficçao. Vê-lo na grande tela, com um otimo som foi bem interessante. Musica de Russell Garcia.

Ver esse filme em tela grande e com um otimo som é impressionante. 2001 mudou a historia do cinema, fazendo um filme visual, com uma narrativa "flutuante" e sentidos que cada um pode interpretar de uma maneira. Genial.
Sabado :

O filme foi produzido por David Selznick, entao nao tem como o filme ter muitas caracteristicas de seus diretores (suas produçoes sao sempre conduzidas com braço de ferro). A musica é de Max Steiner, um dos compositores mais importantes de musica de filme nese primeiro momento do cinema sonoro (tendo feito escola), falarei dentre em um futuro post.
O filme é um drama com toques bem comicos (sendo bem engraçado as vezes). Ele também cria o personagem de assessor de imprensa cinico, de tiradas diretas que sera copiado e muitas vezes repetido dali em diante.
Esse ano deu para aproveitar bastante o festival.
Agora é esperar o proximo.
Abraços,
CH
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
08:17 | Postado por
carlos henrique |
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Começou segunda feira o III festival Lumière de cinéma.
No cardapio : varias projeçoes, palestras, homenagens, muitos convidados, e outras coisas que você pode conferir ai no site.
Segunda foi a abertura oficial, com a projeçao de The Artist (2011, de Michel Hazanavicius) , filme sensaçao do festival de Cannes desse ano. A projeçao contou com a presença do produtor, o diretor, e os atores principais do filme (Jean Dujardin et Bérénice Bejo). Ela aconteceu na Halle Tony Garnier, aqui em Lyon. A Halle Tony Garnier é um espaço para feiras, espetaculos, etc. (usando metade da "sala", nos eramos 4 mil pessoas à prestigiar a abertura !! Isso tudo com uma otima imagem e um otimo som).
The Artist foi feito em preto e branco e mudo (em 2011 !!). O filme conta com otimas atuaçoes, uma bonita historia, uma musica muito boa (composta por Ludovic Bource), enfim, o filme é lindo e emocionante.
Um parenteses na trilha sonora : muitas citaçoes de temas conhecidos, como o tema de amor de Vertigo (composto por Bernard Herrmann), senao me falha a memoria... fiquei meio sem entender.
A historia acontece no momento da passagem do filme mudo para o "falante" (entre 1927 e 1928), e trabalha de maneira muito inteligente com isso.
Espero que o filme chegue ao Brasil, pois vale muito a pena ver The Artist.
Com certeza um dos melhores filmes de 2011 (pelo menos o mais criativo).
Durante a semana vou contando o que vi por aqui.
Abraços
CH
No cardapio : varias projeçoes, palestras, homenagens, muitos convidados, e outras coisas que você pode conferir ai no site.

The Artist foi feito em preto e branco e mudo (em 2011 !!). O filme conta com otimas atuaçoes, uma bonita historia, uma musica muito boa (composta por Ludovic Bource), enfim, o filme é lindo e emocionante.
Um parenteses na trilha sonora : muitas citaçoes de temas conhecidos, como o tema de amor de Vertigo (composto por Bernard Herrmann), senao me falha a memoria... fiquei meio sem entender.
A historia acontece no momento da passagem do filme mudo para o "falante" (entre 1927 e 1928), e trabalha de maneira muito inteligente com isso.
Espero que o filme chegue ao Brasil, pois vale muito a pena ver The Artist.
Com certeza um dos melhores filmes de 2011 (pelo menos o mais criativo).
Durante a semana vou contando o que vi por aqui.
Abraços
CH
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