quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
08:10 | Postado por
carlos henrique |
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O texto do filme é muito bonito, assim como as imagens (as vezes fortes demais). O filme é inteiro poetico, como os filmes da Nouvelle Vague. Mesmo o som do filme é poetico, com sons que criam e evocam as açoes, dialogos, e sentimentos dos personagens.
Otima trilha composta por Georges Delarue.
Encontrei o filme todo na internet :
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
03:06 | Postado por
carlos henrique |
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O filme é um marco na historia do cinema, principalmente pela sua influencia na obra de outros diretores.Por exemplo, os planos profundos, possibilitanto varias açoes ao mesmo tempo (de uma forma bem teatral), podem ser vistos em varios filmes depois de "A regra do jogo".
Classico, otima comédia/drama.
abraços
CH
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
07:53 | Postado por
carlos henrique |
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Como prometi, vou postar o "tri-circulo" do som no cinema de Michel Chion.
Em seu livro L'audio-vision Chion considera tres maneira de expressao sonora no cinema : dialogos, "barulhos" (ruido seria a traduçao para a palavra bruit, que em frances tem um significado mais amplo e nao tao pejorativo quanto barulho... sons em portugues é muito amplo também... enfim) e musicas.
Essas tres expressoes sonoras se relacionam com a imagem de duas maneiras em relaçao à sua fonte sonora : quando sua fonte sonora é visivel e quando a fonte sonora nao é visivel.
1 - Fonte sonora nao visivel :
Som "fora do campo", ou fora do campo de visao (son hors-champ) : a fonte sonora nao é visivel na tela, mas ela pode fazer parte do "espaço-tempo" da ficçao. Também conhecido como som diegético. A diégèse designa o universo da ficçao, o mundo sugerido que o filme mostra.
Chion divide ainda o som "fora do campo" em :
Som "fora do campo" ativo (hors-champ actif ) : quando os sons, que nos nao vemos sua fonte (sons acousmaticos, segundo Chion), sao pontuais. Eles sao normalmente objetos (ou personagens) que participam da historia, e que, uma vez que eles nao sao vistos, eles consequentemente fazem o espectador se questionar (Lipscomb e Tolchinsky, 2005, sugerem que essas questoes podem ser feitas conscientimente ou nao) : quem é que fala ? como é o rosto desse que fala ? o que fez esse som ? etc. Um bom exemplo de som "fora do campo" ativo (dado por Chion) é a voz da mae em Psycho (1960, Hitchcock).
Som "fora do campo" passivo : (hors-champ passif) : constituido sobretudo de sons de ambiencia, cuja as fontes sonoras nao fazem parte diretamente da narraçao do filme.
Som off : o som emana de uma fonte invisivel situada dentro de um espaço-tempo diferente do representado na tela. Conhecido também como som extradiegético.
2 - Fontes sonoras visiveis :
Som in : o som emana de uma fonte visivel na tela.
é importante notar que essas tres maneiras de relacionamento entre som e imagem sao intercabiaveis e dinamicos. Quer dizer que uma mesma fonte sonora pode transitar entre os tres. Por exemplo : uma musica que emana de um aparelho de radio que nos vemos na tela, dentro de um quarto junto com um personagem (som in) – em seguida, o personagem sai do quarto e a camera o acompanha, mas nos continuamos a ouvir a musica do radio (mas agora nos nao o vemos mais, som "fora do campo") – o personagem sai de casa, e a mesma musica e a camera o acompanham (som off, pistas da mixagem sao dadas também, por exemplo a musica ganha corpo e volume).
Chion integra a musica nesse modelo de fontes sonoras, mas a nomeia diferentemente :
Som in/"fora do campo" : musica de tela (musique d'écran), conhecida também como diegética. A fonte sonora faz parte do mundo da ficçao, ela esta dentro do tempo e do espaço da açao. Ela pode ser visivel (in) ou nao (fora do campo).
Som off : musica de fossa (conhecida também como musica extradiegética). A musica vem "de lugar nenhum", ela nao faz parte do mundo da ficçao, ela esta fora do lugar e do campo de açao.
O modelo de Chion sugere ainda outros conceitos referentes à modulaçao do campo de açao, e em relaçao aos pontos de vista topologicos e espaciais :
Extensao : sobre uma imagem, nos podemos dilatar o mundo que nos nao vemos, o mundo "fora do campo" de visao, onde a imaginaçao é despertada pelo som. A musica pode igualmente produzir essa extensao (como defende Gorbman, 1987, e Lipscomb e Tolchinsky, 2005, com o conceito de profundidade espacial). Para Chion, o som pode criar um mundo "fora do campo" de visao de extensao variavel. Ele considera duas variaçoes de extensao :
Extensao nula : o universo sonoro é retraido aos sons ouvidos somente por um personagem, e somente ele.
Extensao vasta : os sons ambientes estao presentes juntos com o som do campo de açao. Por exemplo, os sons dentro de um quarto (som in), mas também os sons "fora do campo" como os sons da rua, de uma sirene de policia bem longe, sinos de uma igreja, enfim, do universo do filme.
Som ambiante (som-territorio) : eles servem para marcar um lugar, um espaço com sua presença continua e espalhados por todos os lugares. é essa ambiencia que engloba uma cena (cantos de passaros, barulho da cidade, etc).
Som on the air : sao os sons presentes em uma cena e que sao transmitidos eletronicamente (radio, telefone, etc) e que contrariam às leis mecanicas "naturais" de propagaçao do som. Eles fazem parte do mundo sonoro do filme, mas se propagam livremente (como nos ja vimos em American Graffiti).
Som interno : é o som que corresponde ao interior fisico ou mental de um personagem, ele pode ser :
Objetivo : sons fisicos produzidos pelo corpo (respiraçao, batimentos cardiacos, etc).
Subjetivo : sons que estao dentro da cabeça do personagem (vozes mentais, lembranças, etc).
Chion ilustra sua teoria com esse modelo :
Desculpem, o modelo esta em frances, nao tive tempo de fazer um outro em portuges, esse foi tirado da minha dissertaçao de mestrado (mas esta presente no livro do Chion).
Os termos em negrito sao as grandes divisoes de fontes sonores no cinema. Elas estao divididas por linhas. Alguns conceitos cruzam essas linhas, pois podem interagir de varias maneiras com a imagem (como vimos no exemplo do radio).
Esse modelo nos ajuda a nos localizar nesse mundo virtual criado pelo filme. Ele é um bom ponto de partida para a analise do som e também da musica no cinema.
Sugiro a leitura do livro L'audio-Vision para maiores detalhes...
abraços
CH
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sábado, 11 de dezembro de 2010
07:46 | Postado por
carlos henrique |
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Abraços
CH
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
10:49 | Postado por
carlos henrique |
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Vi um documentario que se chama Gasland (2010).
O diretor Josh Fox percorre os EUA filmando estaçoes de extraçao de gas natural e mostra as consequencias na vida das pessoas que moram perto (ar contaminado, agua que pega fogo, doenças, etc). Muito triste ver o que o dinheiro faz com as pessoas (as empresas negam que exista algum tipo de contaminaçao... e elas nao sao obrigadas a falar quais quimicos eles usam, pois sao protegidas por uma lei... a mesma lei, por exemplo, permite que a Coca-Cola, ou o McDonald's, nao mostrem de que sao feitos seus produtos... tipo proteçao industrial)
Vale a pena ver, pois o documentario é muito bem feito... mas é meio triste ver o descaso e pessoas correndo pergido (e morrendo) por conta disso.
o trailer :
Abraços
CH
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
10:32 | Postado por
carlos henrique |
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O filme é uma comédia, mas com as discussoes existenciais e perfis psicologicos tao marcantes nas obras de Bergman.
A direçao é cheia de detalhes, como planos onde personagens "dialogam", mas as imagens nos sugerem monologos e reflexoes pessoais... otima direçao (como sempre... sou fã de Bergman, entao fica facil falar dele). Algumas referencias à quadros, comum nos trabalhos de Bergman também estao presentes... dariam uma boa analise.
O som é muito bem trabalhado. Bergman utiliza os sons para construir os "caraters" dos lugares... além disso os sons que escutamos sempre significam algo, ou participam da narraçao do filme... tudo sempre muito bem pensado e realizado.
A musica é bem divertida. Ele usa peças do compositor barroco Domenico Scarlatti, que no contexto do filme ajuda na criaçao do humor (dentre outras funçoes)... poderiamos fazer uma boa analise, também, da musica de O Olho do Diabo (por condiçoes de tempo nao poderei postar tao cedo uma analise detalhada do filme).
Otimo filme
Recomendo
Abraços
CH
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
06:30 | Postado por
carlos henrique |
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Otimo filme, com grandes surpresas em relaçao a obra de Hitchcock (nao temos a loira classica de seus filmes e suas apariçoes por exemplo). A direçao é genial e faz desse suspense (comédia ?) imperdivel.
A trilha sonora é de Bernard Herrmann. A musica, ja nos créditos iniciais nos "autoriza" a rir (mesmo o humor sendo um elemento constante nas obras de Hitchcock, ele nao é seu tema principal, e sim uma maneira meio sadica de lidar com suas historias). é por fazer parte de uma "tradiçao" de filmes de suspense, que os elementos menos "carregados", ou mais "ligeiros", da musica no começo sao tao importante. Ela nos da indicios de que o riso é permitido...mas mesmo assim o espectador acaba esperando mais um pouco do desenrolar da historia para se permir rir (a musica do inicio nos faz esperar um pouco também, pois ela ainda tem alguns momentos dissonantes, e tensos, nos deixando na duvida do riso).
Otimo filme, recomendo fortemente.
Abraços
CH
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